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Governo grego vai reabrir dossier dos submarinos

O vice-ministro da Defesa revelou este sábado que está em curso uma investigação sobre suspeitas de subornos de 62 milhões de euros por parte de fabricantes alemães.
O submarino Papanikolis, aqui fotografado na base alemã de Kiel, é semelhante aos adquiridos por Paulo Portas para a Marinha portuguesa. Foto GDK/Wikipedia

O vice-ministro Nikos Toskas, do Syriza, revelou numa entrevista à rádio Kokkino que existe uma investigação em curso desde setembro a figuras políticas e militares envolvidas na compra de armamento para o país. Segundo o blogue Keep Talking Greece, que cita portais de informação gregos, as companhias alemãs Atlas Electronic GmbH and Rheinmetall Electronic GmbH terão estado na origem dos subornos pagos para a escolha do material dos seus clientes, num valor total de 62 milhões de euros.

O documento da investigação que veio a público não diz quais os casos concretos, mas as notícias publicadas nos últimos anos na imprensa alemã relacionam-nas com a compra de 4 submarinos ao consórcio Ferrostaal/HDW Werft - semelhantes aos adquiridos por Paulo Portas para Portugal - e ao sistema ASRAD para a Força Aérea fornecido pela empresa Rheinmetall. O ex-ministro da Defesa do PASOK Akis Tsochatzopoulos é a figura grega mais relevante a cumprir pena de prisão por ter recebido subornos para aprovar contratos.

Uma das primeiras intervenções públicas do ministro grego da Defesa e líder do partido Gregos Independentes serviu para anunciar que queria reabrir todos os casos de compra de material militar envoltos em suspeitas de subornos a ex-governantes.

Uma das primeiras intervenções públicas do ministro grego da Defesa e líder do partido Gregos Independentes serviu para anunciar que queria reabrir todos os casos de compra de material militar envoltos em suspeitas de subornos a ex-governantes.

Panos Kammenos disse esta semana à estação de rádio Alpha que “não vamos esconder o que quer que seja. Teremos total transparência. Não podemos ter de um lado um povo a sangrar e do outro os que festejam à conta do dinheiro do armamento”. Segundo o portal Okeanews, o ministro acrescentou que não devem ser os estados-maiores militares a gerir os programas de aquisição de material militar. “Não é possível que cada conselheiro do ministro se torne administrador de sistemas de armas - seja como for, metade deles estão na prisão”., lembrou Kammenos.

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