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“Austeridade também é filha do PS europeu”

Num debate sobre a situação grega e europeia, Catarina Martins lembrou que a esquerda tem crescido onde a sociedade reconhece que os partidos socialistas “são parte do problema e não da solução”.
Foto Paulete Matos.

A porta-voz do Bloco esteve esta sexta-feira em Torres Novas num debate sobre a vitória do Syriza e a chantagem dos mercados e instituições europeias ao governo grego. Catarina Martins afirmou que em Portugal o crescimento de uma alternativa à austeridade tem sido penalizada por ainda haver à esquerda quem não reconheça que o PS “é parte do problema”, ao colocar-se “ao lado da finança e da austeridade”.

“A austeridade não é só filha do Partido Popular Europeu. É também do Partido Socialista Europeu”, recordou Catarina Martins, lembrando o mandato em curso de François Hollande, que frustrou as esperanças dos seus eleitores e de uma parte da esquerda europeia acerca do falhado contraponto que prometera fazer às políticas de Angela Merkel.

“Cada povo tem o seu percurso e o povo português terá de fazer o seu”, concluiu a porta-voz do Bloco, defendendo que o partido tem de continuar a estar junto das pessoas na “luta concreta” e assim poder tornar “possível o impossível”: juntar forças para uma alternativa política ao atual governo.

Por outro lado, onde a esquerda percebeu que os partidos socialistas eram parte do problema e não da solução - como na Grécia, em Espanha e na Irlanda - o apoio ao Syriza, Podemos e Sinn Féin cresceu significativamente, com o primeiro a alcançar uma grande maioria nas urnas e os últimos a perfilarem-se como sucessores dos governos da direita nos seus países. Nenhum destes partidos quis puxar os seus PS’s para a esquerda e quem o tentou - como o grego Dimar - acabou por ser puxado para a direita ao ponto de desaparecer eleitoralmente nas eleições de janeiro.

“Cada povo tem o seu percurso e o povo português terá de fazer o seu”, concluiu a porta-voz do Bloco, defendendo que o partido tem de continuar a estar junto das pessoas na “luta concreta” e assim poder tornar “possível o impossível”: juntar forças para uma alternativa política ao atual governo.

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