You are here

Professores das escolas de ensino artístico especializado realizam concerto de protesto segunda-feira

As escolas do ensino artístico continuam à espera da transferência de verbas, bloqueada pelo ministro Crato. Na próxima segunda-feira, 9 de fevereiro, os professores das escolas do ensino artístico realizam "um concerto" junto do Ministério da Educação entre as 11h e as 13.30h, em protesto contra os salários em atraso.
Escolas de ensino artístico especializado vivem situação dramática

Há professores que já não recebem há seis meses, devido à demora na transferência de verbas por parte do ministério da Educação e Ciência (MEC), que afeta também escolas profissionais e instituições que asseguram atividades de enriquecimento curricular.

Segundo a Fenprof, na conferência de imprensa realizada na tarde da passada quarta-feira nas instalações da Academia de Música de Almada, na Trafaria, duas notas se destacaram: “Há que tomar medidas urgentes para concretizar o pagamento dos salários em atraso aos docentes e para alterar as condições de financiamento dessas instituições”.

A Fenprof refere que as escolas vivem uma situação dramática, pois muitas foram obrigadas a contrair empréstimos bancários para pagarem Segurança Social e IRS dos seus trabalhadores, sob pena de não poderem receber os fundos que lhes são devidos, provenientes do POPH. Porém, os juros que as entidades bancárias cobram não são suportados pelo Governo ou fundos comunitários, mas se não contraírem esses empréstimos, nem sequer poderão receber o financiamento que lhes é devido.

Segundo o jornal “Público”, o problema afeta escolas profissionais, escolas de ensino artístico e entidades que asseguram atividades de enriquecimento curricular das regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve com as quais o Ministério da Educação faz contratos anuais para que complementem a oferta dos estabelecimentos de ensino público.

Na conferência de imprensa, a Fenprof salientou que, apesar de se verificarem atrasos todos os anos, desta vez a situação “atingiu o limite". A diretora pedagógica da Academia de Música de Almada, Sílvia Sobral, sublinhou esse aspeto e avisou que no futuro, se as verbas não forem depositadas no início do ano, os professores não vão esperar por Fevereiro para protestar.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Sociedade
(...)