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Grécia rejeita pressões do Eurogrupo

Ministro das Finanças grego e presidente do Eurogrupo não chegam a qualquer acordo na reunião que mantiveram em Atenas – apenas que irão reunir-se de novo antes do fim de fevereiro. Varoufakis diz que não vai cooperar com a troika nem pedir uma extensão do programa de resgate.
Jeroen Dijsselbloem, presidente do eurogrupo, e Yanis Varoufakis, ministro das finanças da Grécia, na conferência de imprensa desta sexta-feira, 30 de janeiro

A Grécia não vai cooperar com a missão da troika nem pedir uma extensão do programa de resgate, disse o ministro das Finanças da Grécia em conferência de imprensa no final do encontro com o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem. O programa deveria terminar em 28 de fevereiro, depois de ter sido prolongado por mais dois meses.

Numa conferência de imprensa onde, segundo a descrição da correspondente do Guardian, quase se sentia a eletricidade provocada pela tensão, Yanis Varoufakis explicou que não fazia qualquer sentido pedir a extensão de um programa que o seu governo rejeita. O ministro das Finanças grego disse ter garantido que Atenas irá implementar reformas para tornar a economia mais competitiva e ter orçamentos equilibrados, mas que não aceitará uma crise “autoalimentada” feita de deflação e de uma dívida inviável. Aparentemente, o único acordo que saiu da reunião foi a promessa de fazer um novo encontro antes do dia 28 de fevereiro.

Dijsselbloem diz que conferência sobre a dívida já existe: é o Eurogrupo

Por sua vez, Jeroen Dijsselbloem, que é também ministro das Finanças e membro do Partido do Trabalho da Holanda (da Internacional Socialista), bateu na tecla de que o novo governo grego tem de respeitar os acordos feitos pelo governo derrotado nas urnas, e advertiu para os perigos de decisões unilaterais.

Sobre a proposta de conferência europeia sobre a dívida, feita pelo governo Tsipras, Jeroen Dijsselbloem disse que essa conferência já existe e chama-se Eurogrupo.

Mas Varoufakis não demonstrou qualquer acordo com essa postura do ministro holandês: “A nossa intenção, e pretendemos persuadir os nosso parceiros disso, é que o interesse comum da Europa é melhor servido com um novo acordo que emergirá de conversações entre todos os europeus”.  

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