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Grécia: o veto que nunca existiu

Yanis Varoufakis escreve post no seu blog esclarecendo o que aconteceu no primeiro dia do governo em relação às sanções à Rússia e a posição da Grécia.
Varoufakis usou o seu blog para esclarecer o veto que "nunca existiu". Foto de εγω
Varoufakis usou o seu blog para esclarecer o veto que "nunca existiu". Foto de εγω

Blogger compulsivo, o novo ministro das Finanças da Grécia já tinha avisado que iria continuar a publicar posts no seu blog pessoal, apesar de lhe terem recomendado que não o fizesse. “Os posts do meu blog serão menos frequentes e mais curtos”, prometera, “mas espero compensar com opiniões, comentários e ideias com mais sumo”. Esta quinta-feira cumpriu a promessa, no post que transcrevemos em seguida.

Uma questão de respeito (ou falta dele)... – o veto da Grécia sobre a Rússia que nunca existiu

No primeiro dia das nossas funções ministeriais, o poder de distorção dos média atingiu-me de novo. A imprensa mundial encheu-se de relatos sobre como a primeira medida de política externa do governo SYRIZA foi a de vetar novas sanções à Rússia. Eu não tenho qualificações para falar de assuntos externos, no entanto, preciso partilhar estas informações a nível pessoal. O nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Nikos Kotzias, informou-nos que no seu primeiro dia de trabalho ouviu nos noticiários que a UE tinha aprovado novas sanções à Rússia por unanimidade. O problema é que ninguém lhe tinha perguntado qual era a posição dele ou do novo governo grego! Claramente, a questão não era se o novo governo concordava ou não com novas sanções à Rússia. Era se a nossa posição pode ser dada como certa sem sequer ter sido comunicada! Na minha opinião, apesar de (deixem-me dizer de novo) não ter qualificações para falar sobre assuntos externos, tudo isto é uma questão de respeito pela nossa soberania nacional. Será que os jornalistas por esse mundo afora poderiam tentar esclarecer esta importante diferença entre protestar pelo facto de ter sido ignorados e protestar pelas próprias sanções? Ou será muito complicado?

Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net

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