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Eleições na Madeira serão a 29 de março

A Presidência da República anunciou a dissolução do Parlamento da Madeira e marcou a data das eleições regionais antecipadas. Comunicação foi feita pelo chefe da Casa Civil da Presidência.
Bloco avançará propostas em torno do combate à corrupção, defesa dos serviços públicos fortes e fim dos privilégios à finança. Foto de Roberto Almada
Bloco avançará propostas em torno do combate à corrupção, defesa dos serviços públicos fortes e fim dos privilégios à finança. Foto de Roberto Almada

A dissolução do Parlamento madeirense foi provocada por Alberto João Jardim, que entregou em 12 de janeiro ao representante da República o pedido de exoneração do cargo de presidente do Governo Regional da Madeira.

Na semana passada, o Presidente da República ouviu os partidos com assento no Parlamento madeirense; todos menos o PCP sugeriram o dia 29 de março para a realização das eleições antecipadas; o PCP preferia uma data mais próxima do 25 de abril.

Na segunda-feira, Cavaco Silva reuniu o Conselho de Estado que deu parecer favorável por unanimidade à dissolução da Assembleia Legislativa da Madeira.

Anunciada a dissolução, entra em funcionamento uma comissão parlamentar permanente, não se realizando plenários.

Bloco apresenta candidatura própria

Recorde-se que no dia 18 de janeiro, a porta-voz nacional do Bloco de Esquerda anunciou a candidatura própria do Bloco/Madeira, com propostas em torno do combate à corrupção, defesa dos serviços públicos fortes e fim dos privilégios à finança. “Fomos o partido que mais denunciou a corrupção e o clientelismo na Assembleia Legislativa da Madeira. Os madeirenses sabem que o Bloco faz falta no parlamento regional”, afirmou Catarina Martins, segura de que os votos recolhidos irão contribuir “para o fim da maioria absoluta do PSD e também para um pólo anti-austeridade, pela democracia e contra a corrupção”.

O PS não quis sequer debater propostas sobre o offshore da Madeira

A deputada recordou que o Bloco de Esquerda sempre procurou juntar forças para tirar o PSD/Madeira do poder, destacando o exemplo das últimas autárquicas e da coligação “Mudança” que conseguiu tirar ao PSD a autarquia do Funchal.

Infelizmente, nas conversações políticas mantidas na oposição madeirense, o Bloco concluiu que “a proposta do PS está nos antípodas da coligação ‘Mudança’: o programa político não oferece condições de rotura e mudança, e não teve a abertura do ponto de vista dos protagonistas para existir a pluralidade e a base social necessária para dar força a essa alternativa” considerou Catarina Martins, afirmando que o PS não quis sequer debater propostas sobre o offshore da Madeira, um dos aspetos essenciais de uma alternativa política para a Região.  

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