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Problemas nas urgências resultam do desinvestimento no SNS

Para a deputada Helena Pinto, "o problema das urgências não é sazonal", é a parte visível do desinvestimento na saúde pública e responsabilidade do ministro Paulo Macedo. Bloco apresenta projeto de lei para desbloquear o atendimento.
Projeto de lei visa desbloquear as urgências. Foto de Paulete Matos
Projeto de lei visa desbloquear as urgências. Foto de Paulete Matos

O Bloco de Esquerda denunciou este sábado que os problemas nas urgências hospitalares resultam "do desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde” e propôs a criação de um serviço básico associadas às urgências polivalentes ou médico-cirúrgicas para desbloquear o atendimento.

No final de uma reunião com a administração do Centro Hospitalar de Gaia, no âmbito das jornadas parlamentares do Bloco, as deputadas Helena Pinto e Cecília Honório consideraram que o problema das urgências não é sazonal.

“Pode ser mais cruel nestes picos, mas este problema é a parte visível do desinvestimento e esse é responsabilidade do ministro Paulo Macedo", disse a deputada Helena Pinto.

O problema nas urgências é a parte visível do desinvestimento no SNS 

O Bloco de Esquerda apresentou um projeto de lei de reorganização das urgências que cria nos hospitais "uma urgência básica para doentes com problemas menos urgentes", que estejam "separadas fisicamente dos restantes serviços e tenham médicos diferentes".

Esta mudança, explicaram as deputadas do Bloco, permitirá "atender os utentes dentro de um prazo normal" e irá "desbloquear as urgências propriamente ditas para os problemas que são realmente emergentes".

Serviços de urgência básica

O diploma refere que "a criação nos hospitais de serviços de urgência básica associados às urgências polivalentes ou médico-cirúrgicas é uma forma de atender às necessidades de 46% dos utentes de forma mais rápida e adequada".

O projeto de lei determina que "todos os pontos classificados como serviços hospitalares de urgência polivalente e médico-cirúrgica passam a dispor de uma serviço de urgência básica, a funcionar de forma articulada e integrada, instalado em espaço próprio no respetivo hospital".

Helena Pinto disse ainda que o Centro Hospitalar de Gaia, com um "universo de referência" de 350 mil pessoas, "não foge ao que se passa no resto do país" e vive "uma maior afluência de doentes", tendo sido obrigado "a aumentar o número de camas disponíveis".

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