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Syriza responde a Marine Le Pen e aos partidos da coligação governamental grega

O Syriza sublinha que constitui uma barreira contra a extrema-direita e assinala que não aceita “lições de moral de um partido que tem como representantes indivíduos “que pertencem a movimentos da extrema-direita, e mantêm laços estreitos com os líderes do partido neonazi Aurora Dourada”.
Foto de Marie II, flickr.

“A ascensão do SYRIZA e das forças progressistas na Europa não constitui somente uma barreira contra a extrema-direita encarnada por Marine Le Pen, mas também uma mensagem de apoio à democracia dirigida a todos os inimigos da extrema-direita”, avança o partido liderado por Alexis Tsipras em comunicado.

O Syriza reagiu desta forma às declarações de Marine Le Pen, líder do partido francês de extrema-direita Frente Nacional, que afirmou que quer que o Syriza ganhe as eleições gregas do próximo domingo, na medida em que considera que o partido se posiciona “contra o totalitarismo da União Europeia e dos seus cúmplices, os mercados financeiros”.

Referindo-se, por sua vez, às reações dos partidos da coligação governamental grega - Pasok e Nova Democracia - o Syriza sublinha, por outro lado, que não aceita “lições de moral de um partido que tem como representantes indivíduos como os senhores Baltakos e Voridis, que pertencem a movimentos da extrema-direita grega, e mantêm laços estreitos com os líderes do partido neonazi Aurora Dourada”. “E tanto mais quando as políticas de austeridade são o terreno fértil para a ascensão da extrema-direita”, frisa.

Logo após as declarações de Marine Le Pen, o partido Nova Democracia divulgou um comunicado no qual aponta que Alexis Tsipras “encontrou o seu único aliado na Europa, na pessoa da senhora Le Pen". "Na Europa todos sabem que o senhor Tsipras e os seus elementos extremos vão levar o nosso país para o isolamento. Só ele tenta escondê-lo. O senhor Tsipras é o acidente que nunca vai acontecer na Grécia!", lê-se no documento.

Já a porta-voz do PASOK Eva Kaili afirmou que espera que o Syriza recuse o apoio deste partido de extrema direita, “evitando desta forma ser incluído no grupo de partidos que representam uma ameaça para a família europeia e os direitos democráticos dos cidadãos”.

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