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Marisa Matias com trabalhadores em luta na Grécia

A eurodeputada do Bloco esteve com dirigentes do Syriza em solidariedade com os trabalhadores de duas fábricas encerradas, mas onde a luta permanece.
Marisa Matias nas instalações da fábrica ocupada da Viome.

Depois de participar no comício do Syriza em Salónica, Marisa Matias prosseguiu esta sexta-feira a visita à Grécia e teve na agenda o encontro com trabalhadores em luta contra o encerramento das suas fábricas.

Na fábrica da Coca Cola, encerrada em 2013, os trabalhadores em greve estão há 475 dias à porta para exigir que a lei seja cumprida. A empresa apresentava lucros anuais de 300 milhões e empregava 250 trabalhadores. Mas a administração decidiu deslocalizar a fábrica para a Bulgária, despedindo toda a gente.

Os trabalhadores da Coca Cola exigem que a empresa devolva os dinheiros públicos de que beneficiou para se instalar na Grécia e enviaram uma mensagem de solidariedade aos trabalhadores portugueses que lutam contra as políticas de austeridade e destruição da economia impostas pelo memorando e os governos da troika.

Para além do apoio a uma alternativa de governo da esquerda contra o memorando da troika que consiga começar a mudar a relação de forças entre a democracia e os mercados financeiros na Europa, Marisa Matias levou a estes trabalhadores a solidariedade do Bloco de Esquerda e das vítimas da austeridade em Portugal.

Em seguida, Marisa Matias visitou a antiga fábrica     de tijolos Viome. Sem funcionar desde 2011, após deixar os trabalhadores sem receber desde 2009, a Viome acabou por ser ocupada pelos trabalhadores em fevereiro de 2013, que ali criaram uma cooperativa para produzir produtos de limpeza amigos do ambiente, usando a maquinaria da antiga fábrica.

A cooperativa junta hoje 22 trabalhadores, que decidem em plenário sobre a produção e a gestão. Os seus produtos já começaram a ser vendidos na Alemanha e na Áustria e fazem ponto de honra em recusar abastecer as grandes superfícies comerciais da Grécia.

Agora, a luta destes trabalhadores passa pela legalização da sua situação, uma vez que o governo grego lhes exige que assumam as dívidas dos antigos patrões para que possam permanecer nas instalações da fábrica.

Para além do apoio a uma alternativa de governo da esquerda contra o memorando da troika que consiga começar a mudar a relação de forças entre a democracia e os mercados financeiros na Europa, Marisa Matias levou a estes trabalhadores a solidariedade do Bloco de Esquerda e das vítimas da austeridade em Portugal.

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