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Açores: Plano Estratégico da SATA aponta para redução de 350 trabalhadores

A companhia aérea deixará também de efetuar o transporte de carga e correio ainda este ano. O Bloco de Esquerda dos Açores critica e não aceita.
O Bloco Açores salienta também que o ataque aos trabalhadores da SATA não se faz só pelos despedimentos, já que a primeira medida do plano é a suspensão do Acordo de Empresa, que vai certamente diminuir os direitos dos trabalhadores - Foto wikimedia

“De acordo com o Plano Estratégico estão em causa 199 trabalhadores com contrato a termo e 53 entre os assistentes e comissários de bordo e pessoal navegante tripulante, e se considerarmos que estão previstas reduções nos custos fixos de 15% na futura Azores Airlines, 10% na SATA Air Açores e 10% na SATA Serviços Partilhados, estamos a falar de um redução, no mínimo, de 350 trabalhadores”, disse a deputada regional do Bloco de Esquerda, Zuraida Soares.

Sendo a redução de pessoal apontada como um dos pilares para garantir a sustentabilidade da empresa, o Bloco de Esquerda Açores refere em comunicado que não acredita que estejam em causa apenas 50 trabalhadores – como referiu esta semana o secretário regional do Turismo e Transportes – numa empresa que tem cerca de 1800 trabalhadores.

O Bloco Açores salienta também que o ataque aos trabalhadores da SATA não se faz só pelos despedimentos, já que a primeira medida do plano é a suspensão do Acordo de Empresa, que vai certamente diminuir os direitos dos trabalhadores.

Tendo em conta que o documento em análise hoje no parlamento refere o “termino de correio e carga em 2015”, a deputada Zuraida Soares perguntou se “será esta a primeira área da privatização anunciada”.

“É recorrente em todo o documento que o caminho para a privatização é a orientação de fundo: um dos objetivos para 2016 é a reorganização da estrutura societária e um dos objetivos para 2017 é a diversificação de capital”, lamentou Zuraida Soares, lembrando que “este léxico é precisamente igual ao utilizado pelo governo de Guterres, que foi aquele que mais privatizou, antes de Passos Coelho”.

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