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"Não há nenhum motivo financeiro nem social para a venda da TAP”

A deputada bloquista Mariana Mortágua acusou esta quinta-feira o Governo PSD/CDS-PP de “usar os emigrantes como arma de chantagem contra os trabalhadores” para travar a greve e dizer agora “que os emigrantes não importam e não é preciso garantir nenhum serviço público relativamente à ligação às comunidades portuguesas".
Foto de Miguel A. Lopes, Lusa.

“Basta olhar para a PT ou para o presente das empresas em que há uns anos atrás nos prometeram, exatamente nos mesmos termos, ‘fiquem descansados, há garantias’. Hoje vemos que essas garantias se esfumaram no ar, em 10 anos, 5 anos, 3 anos”, afirmou Mariana Mortágua quando questionada sobre as promessas do executivo de Pedro Passos Coelho.

Reagindo à aprovação do caderno de encargos da privatização da TAP em Conselho de Ministros, a dirigente do Bloco frisou que "não podemos aceitar a privatização da TAP e hoje há um grande movimento popular, um grande movimento cívico que se opõe a esta privatização”.

“Ainda vamos a tempo, o apelo que temos que fazer é travar esta privatização", defendeu, exortando à população que se mobilize contra a venda da companhia.

De acordo com a deputada bloquista, "não há nenhum motivo financeiro nem social para a venda”, estando em causa “um motivo político, é ideologia radical".

Mariana Mortágua lembrou que a TAP é "a maior exportadora portuguesa, uma empresa que cresceu e se desenvolveu ao longo dos últimos anos e fez tudo isto sendo uma empresa pública".

"O Governo pega nesta grande empresa portuguesa, grande empresa estratégica, que dá lucros ao Estado, que é uma boa empresa, e vai privatizá-la. Tenta descansar os portugueses dizendo que durante dois anos prometem não despedir os trabalhadores que estão nos sindicatos que celebraram o acordo - não há dá nenhuma garantia relativamente aos outros trabalhadores -, e promete uma garantia de serviço público para as ilhas, sem nenhuma garantia de ligação ao resto das comunidades portuguesas", avançou.

A deputada acusou ainda o Governo PSD/CDS-PP de “usar os emigrantes como arma de chantagem contra os trabalhadores” para travar a greve e dizer agora “que os emigrantes não importam e não é preciso garantir nenhum serviço público relativamente à ligação às comunidades portuguesas".

Segundo o caderno de encargos aprovado em Conselho de Ministros, existirá apenas uma fase para a apresentação de propostas de compra. O executivo espera selecionar o investidor "até ao final do primeiro semestre".

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