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PSD, PS e CDS chumbam suspensão das obras da barragem de Foz Tua

A petição em defesa do Vale do Tua foi discutida esta manhã no parlamento. As propostas para suspender as obras da barragem foram chumbadas pela maioria e pelo PS.
Tua - Foto do prof Aníbal, disponível no site salvarotua.org

Esta sexta-feira o futuro do vale do Tua voltou a debate na Assembleia, a propósito da petição/manifesto Em Defesa do Vale do Tua. O Bloco de Esquerda e os Verdes apresentaram propostas para a suspensão das obras, mas o PS juntou-se ao PSD e CDS no sentido de chumbar estas propostas que acompanhavam as intenções dos peticionários.

Na sua intervenção, a deputada bloquista Helena Pinto defendeu que "o problema da barragem do Tua é um problema nacional" e que a construção da barragem "é uma irracionalidade económica". "Nenhum governo, nem este nem o anterior, demonstrou a necessidade e a utilidade da obra", sublinhou a deputada, recordando que "do ponto de vista energético, o seu impacto é residual, já que apenas contribui com 0,1% para a energia do país" e que as metas energéticas do Plano Nacional de Barragens "foram já ultrapassadas pelas barragens existentes". Por outro lado, acrescentou a deputada, "os seus custos são monstruosos para todo o país".  

"A somar a tudo isto vem a destruição da Linha do Tua, importante para a mobilidade das populações e a única oportunidade de ligação à rede de alta velocidade Galiza", para além de ser a última linha ferroviária de montanha em Portugal e ser "valiosíssima do ponto de vista turístico, do desenvolvimento regional e do ambiente". Para Helena Pinto, o fim da linha ferroviária do Tua "é um crime" contra o património e a região.

"É preciso tomar uma medida corajosa: parar a construção da barragem do Foz Tua"

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