Ricardo Cabral Fernandes

Ricardo Cabral Fernandes

Mestrando em Ciência Política

Um espaço que se queria de cultura, de conversas, de passeio e de troca de conhecimentos transforma-se também num espelho do trabalho gratuito e na falta de alternativa de futuro dos jovens.

Com o acentuar da luta de classes a burguesia europeia aumentará gradualmente os mecanismos repressivos do Estado, tentando eliminar qualquer oposição à imposição da austeridade.

As medidas de resposta a este flagelo humanitário que a Europa continua a aplicar baseiam-se na criminalização e militarização da imigração. O mais recente desastre demonstra que esta orientação falhou. Quantas mais vidas perdidas serão necessárias?

No passado sábado, decorreram manifestações contra o Tratado Tratado Transatlântico, TTIP, em mais de 600 cidades de todo o mundo. Também em Portugal, no Largo do Carmo, em Lisboa, dezenas de pessoas juntaram-se ao protesto mundial. Por Ricardo Cabral Fernandes.

Não vivemos uma repetição da Guerra Fria, mas um conflito político-diplomático limitado ao espaço euro-atlântico, e não com dimensões globais, como ocorreu entre 1947 e 1991.

A perspetiva ocidental tem atribuído exclusivamente as responsabilidades pela crise ucraniana à Federação Russa, liderada por Vladimir Putin. No entanto, o conflito é uma consequência direta do choque de práticas imperialistas, tanto por parte da NATO/UE como da Federação Russa.

Vital Moreira afirma que as políticas comuns da UE poderão estar reféns do governo grego, quando é precisamente o contrário que acontece. Vital Moreira prefere ficar refém das multinacionais em vez de se libertar delas, mas não é o único.

A enorme campanha de propaganda e diabolização do Syriza apenas espelha o medo que o capital e os seus arautos têm da Democracia, quando esta não vai de encontro aos seus ditames e se assume como instrumento na defesa dos direitos dos povos.