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Redução de funcionários públicos foi o dobro do que a troika exigia

Em três anos, desde que o Governo PSD/CDS-PP tomou posse, o Estado perdeu cerca de 80 mil funcionários públicos. Para 2015, está previsto o despedimento de mais 12 mil pessoas.
Foto de Paulete Matos.

O memorando de entendimento firmado em maio de 2011 com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia (CE) e Banco Central Europeu (BCE) previa uma redução média de 2% do número de funcionários públicos.

Entre 2011 e 2012, a quebra ascendeu, no entanto, a 3,9%. Já no ano seguinte, o Estado perdeu 3,7% dos seus funcionários. Segundo a Síntese Estatística do Emprego Público, entre janeiro e setembro de 2014, a diminuição atingiu os 4%.

Em três anos, a Administração Pública perdeu, no total, 79 898 trabalhadores, o equivalente a 11%.

Ao mesmo tempo, e em detrimento da qualidade dos serviços públicos e dos interesses dos cidadãos, o executivo PSD/CDS-PP promoveu a precarização das relações laborais, contratando dezenas de milhares de trabalhadores a falsos recibos verdes e recorrendo aos Contratos de Emprego-Inserção, através dos quais 70 mil desempregadas e desempregados estão a ser obrigados a trabalhar sem salário.

No relatório da primeira avaliação do suposto “pós-troika”, a CE já deixou claro que espera que o Governo de direita promova o despedimento de mais 12 mil pessoas em 2015.

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