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Palestina adere ao Tribunal Penal Internacional

Após a derrota no Conseho de Segurança da ONU, o presidente Abbas afirmou que já entregou o pedido de adesão ao TPI e irá assim procurar que os crimes de guerra israelitas sejam punidos.
Abbas diz ter perdido a paciência após a derrota no Conselho de Segurança e promete cumprir a promessa de aderir ao TPI, contra a vontade dos Estados Unidos e Israel. Foto ONU

Esta terça-feira o Conselho de Segurança das Nações Unidas rejeitou a resolução que defendia a retirada de Israel dos territórios ocupados até 2017. Com os votos contra de Austrália e Estados Unidos, a proposta apresentada pela Jordânia não chegou a reunir os nove votos necessários para ser aprovada, pelo que os EUA nem precisaram de usar o seu direito de veto.

Na resposta a esta derrota pré-anunciada, o presidente palestiniano Mahmoud Abbas afirmou esta quarta-feira que a Palestina irá cumprir a ameaça de se juntar ao Tribunal Penal Internacional, um passo a que se opõem tanto os Estados Unidos como Israel.

“Queremos queixar-nos. Há uma agressão contra nós, contra o nosso território. O Conselho de Segurança desiludiu-nos”, afirmou Abbas, citado pela Associated Press. A ameaça palestiniana pode vir a tornar-se realidade ao fim de décadas de negociações falhadas e de autênticos massacres militares por parte das tropas de ocupação israelitas.

Com a adesão ao TPI, a Palestina tentará contestar nesta instituição a construção dos colonatos no seu território, para além de tentar julgar os crimes de guerra cometidos contra a sua população nos últimos anos, nomeadamente nos ataques militares que deixaram milhares de mortos. Quer Israel quer os Estados Unidos nunca aderiram ao TPI para evitar que os seus militares possam cair sob a alçada da justiça internacional.

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