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Grécia: nova votação no Parlamento sob suspeita de subornos

Um deputado do partido Gregos Independentes denunciou ter sido alvo de uma tentativa de suborno para votar no candidato do governo. E as suspeitas alastraram aos deputados independentes.
Samaras precisa de juntar mais 25 votos do que os que obteve na semana passada para eleger o seu candidato e evitar eleições antecipadas.

A Nova Democracia e o Pasok voltam esta terça-feira a submeter ao parlamento o nome do seu candidato à presidência da Grécia, mas sem esperança de atingir a barreira dos 200 votos necessários. Uma terceira votação terá lugar na próxima semana, com o número de votos favoráveis exigidos para a eleição a baixar para 180, ou seja, mais 25 votos do que o conseguido pela coligação governamental na primeira votação.

No vídeo, gravado pelo deputado Pavlos Haikalis, surge Giorgos Apostolopoulos - ex-conselheiro do primeiro-ministro Samaras e do seu antecessor socialista George Papandreu, para além do Deutsche Bank e do banco Piraeus - a oferecer-lhe até 3 milhões de euros em troca do voto no candidato do Governo, com o objetivo de evitar eleições antecipadas.

Mas a segunda votação, que estava anunciada como um mero ritual parlamentar, ganhou outro interesse desde a denúncia de um deputado do partido Gregos Independentes, que entregou à justiça um vídeo de um encontro que manteve com uma figura conhecida dos meios políticos e financeiros gregos. No vídeo, gravado pelo deputado Pavlos Haikalis, surge Giorgos Apostolopoulos - ex-conselheiro do primeiro-ministro Samaras e do seu antecessor socialista George Papandreu, para além do Deutsche Bank e do banco Piraeus - a oferecer-lhe até 3 milhões de euros em troca do voto no candidato do Governo, com o objetivo de evitar eleições antecipadas.

Apesar de estarem na posse das autoridades judiciais há várias semanas, as gravações só foram divulgadas este fim de semana na imprensa grega. Aparentemente, este intermediário tem ligações ao próprio partido dos Gregos Independentes, do qual ainda é conselheiro. Para já, o único acusado pode vir a ser o autor da denúncia. O deputado e ator Pavlos Haikalis pode ser acusado de gravação ilegal de uma conversa privada e de difamação num processo já interposto pelo primeiro-ministro grego.

Mas as suspeitas de suborno alargaram-se aos deputados independentes do parlamento grego, que são 24 no total. Dois deputados independentes levantaram publicamente a suspeita sobre o sentido de voto de outros dois parlamentares, por terem votado contra o Orçamento de Estado e a favor do candidato presidencial do Governo.

O primeiro-ministro Samaras respondeu às suspeitas com processos judiciais contra o denunciante e acusando o Syriza e os Gregos Independentes de armarem um complot contra o seu governo. Este domingo voltou a fazer uma declaração ao país na televisão, prometendo alargar o seu Governo caso consiga eleger o presidente. Estas palavras foram lidas como mais uma tentativa de aliciar os deputados independentes e do grupo parlamentar Dimar, que formou governo com a Nova Democracia e o Pasok, saindo no ano passado durante a crise na televisão pública.

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