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O primeiro-ministro grego “receia o julgamento do povo, mas não poderá evitá-lo”

Mediante a ascensão do Syriza, Samaras, num ato desespero, admitiu este domingo a abertura do Governo aos independentes e pequenos partidos e a eventualidade de legislativas no final de 2015, caso haja um acordo para a eleição do presidente. Alexis Tsipras frisou que na Grécia “existe apenas um centro de propaganda que tenta manter vivo um sistema político corrupto”.
Foto retirada do facebook de Alexis Tsipras.

Apercebendo-se da dificuldade de reunir os 180 votos necessários para garantir a eleição do seu candidato presidencial, Stavros Dimas, e mediante a ascenção do Syriza, Antonis Samaras tenta uma aproximação aos independentes e aos pequenos partidos, acenando-lhes com lugares no executivo.

Além disso, o primeiro-ministro grego ainda coloca a hipótese de antecipar as eleições legislativas para o final de 2015, caso se chegue a um acordo para a eleição do presidente.

“É um dever nacional eleger o Presidente e seria sensato acabarmos as negociações com os credores”, afirmou Samaras na televisão, sublinhando que, nesse caso, seria exequível “encontrar uma data adequada para as eleições legislativas, mesmo no final de 2015″.

Segundo o líder do governo grego, a solução para a crise política passa por “um consenso no voto presidencial, a conclusão das negociações com a troika, uma coligação de governo mais abrangente e eleições antecipadas no final de 2015".

Em comunicado, o Syriza frisa que, “acima de tudo, Samaras receia o julgamento do povo, mas não poderá evitá-lo”. O primeiro-ministro, “tendo percebido que não vai conseguir garantir os 180 votos necessários para eleger um Presidente da República, decidiu reiterar os planos já conhecidos, intercalando com abundantes ataques contra o Syriza”, refere o documento.

“Esse conluio e o triângulo do pecado arruinaram o país”

Num iniciativa no Norte da Grécia, em Alexandroupolis, Alexis Tsipras frisou que na Grécia “existe apenas um centro de propaganda que tenta manter vivo um sistema político corrupto”.

Referindo-se ao “triângulo do pecado”, o líder do Syriza afirmou que existem “um sistema que, com o dinheiro do Estado, produz informação para responder aos seus próprios interesses, informação essa que tenta impor políticas para o seu próprio benefício e trabalha por forma a criar mais dinheiro para a minoria privilegiada”.

“Esse conluio e o triângulo do pecado arruinaram o país. De um lado está o sistema falido da Nova Democracia e do Pasok, do outro lado os bancos falidos que foram resgatados com o dinheiro dos contribuintes e depois foram novamente entregues àqueles que os levaram à falência, e no terceiro lado estão os media sobre endividados nos quais não se pode confiar”, avançou.

Alexis Tsipras frisou ainda que “este é o centro que governou por 40 anos e tirou 70 mil milhões de euros dos Fundos Europeus para si próprio”.

“É o centro que fez do Estado o seu cliente e que atirou o peso da dívida para as famílias gregas. Este é o centro que hoje aterroriza, chantageia, desinforma, cria partidos, dissolve partidos e divide partidos, e conduz leilões de consciências. Este é o centro que recentemente deixou qualquer pretexto de parte e insulta a verdade, a democracia e até a economia”, acrescentou.

“Façam o que fizerem, não podem chantagear-nos ou manipular-nos”, garantiu Tsipras.

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