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“A demissão do Governo era a melhor prenda de Natal que os portugueses podiam ter”

Esta sexta-feira, Catarina Martins acusou o Governo de “vender o país a preço de saldo”, ao mesmo tempo que protege os grandes grupos económicos. “Qual é o país do mundo que não tem nenhum controlo sobre energia, aeroportos, correios e agora a TAP?", questionou.
Foto de Paulete Matos.

"A melhor prenda de Natal que os portugueses podiam ter era a demissão de um Governo que despreza os direitos dos trabalhadores e destrói o país", afirmou a dirigente bloquista durante um jantar-convívio em Rebordosa, concelho de Paredes, que contou com a presença dos ex trabalhadores da fábrica de móveis JDB – Kasa.

Durante o encontro, Catarina Martins criticou "a pressa" do Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas no processo de privatização da TAP.

"Em nome de quê o Governo quer vender a TAP assim tão depressa, em nome de quê este ataque aos direitos dos trabalhadores?", questionou.

A porta voz da Comissão Permanente do Bloco reforçou a solidariedade do Bloco com os trabalhadores da empresa, criticando a requisição civil imposta pelo executivo para travar a greve geral de quatro dias agendada para 27, 28, 29 e 30 de dezembro.

A dirigente bloquista lembrou que os funcionários da empresa "sabem que vai acontecer [à TAP] o mesmo que à PT".

"Os trabalhadores sabem que a TAP privatizada vai pelo mesmo caminho da PT. Os trabalhadores sabem do exemplo da PT e de outras companhias aéreas e, por isso, decidiram fazer uma greve para defender o país", frisou, acusando o Governo PSD/CDS-PP de vender o país “a saldo”.

"O Governo está a vender o país todo. Venderam tudo que estava à vista. Qual é o país do mundo que não tem nenhum controlo sobre energia, aeroportos, correios e agora a TAP?", questionou, acrescentando que, ao mesmo tempo, o atual executivo não mexeu em “nenhum dos sítios da fraude e assalto ao país".

"Nenhuma das regras dos grandes grupos económicos foram alteradas. Não mexeram uma linha e só sacrificaram mais de quem trabalha", avançou.

Dirigindo-se aos ex trabalhadores da fábrica de móveis JDB – Kasa, Catarina Martins lamentou que muitos daqueles trabalhadores, apesar de contarem com mais de 40 anos de descontos, não tenham ainda direito à reforma.

"É uma prioridade neste país que todas as pessoas com 40 anos de descontos tenham a reforma por inteiro", defendeu.

Carlos Leal, representante dos trabalhadores despedidos da JDB Kasa, entregou a Catarina Martins o diploma de Cidadã Honorária de Rebordosa, pelos relevantes serviços prestados aos trabalhadores.

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