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Eurocrise

As notícias deram conta da participação de uma equipa da Goldman Sachs na ocultação da real situação das finanças gregas, e da pressão exercida pelos ministros das Finanças da União Europeia para a redução do défice grego em 2010.
Joseph Halevi analisa as causas da actual crise grega e aponta a responsabilidade do governo alemão. Niall Ferguson afirma que seria um erro grave supor que a crise da dívida soberana ficará confinada às economias mais fracas da zona euro. Paul Krugman aponta a economia espanhola como o real centro da crise e defende a integração dos mercados de trabalho e dos sistemas fiscais. Costas Douzinas, denuncia que a Grécia está a tornar-se num estudo de caso da nova fase da correcção neoliberal. O e.conomia.info faz uma resenha do artigo de Mark Weisbrot e Rebecca Ray, que analisa o caso da Letónia, dando pistas sobre o que provavelmente se estaria a passar em Portugal ou na Grécia, caso não fizessem parte da Zona Euro. Em entrevista ao esquerda.net, Alexis Tsipras afirma que é preciso apresentar uma solução alternativa à crise, reunindo os países da União Europeia que são as cobaias, como Portugal, Espanha e Grécia . 

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Resto dossier

Eurocrise

O agravamento da crise económica grega expôs a fragilidade do modelo actualmente seguido pelo Banco Central Europeu. Este dossier discute a crise da união monetária europeia. No dossier sobre o Orçamento de Estado de 2010 destacamos os artigos de Joseph Stiglitz e Ricardo Mamede, que discutiam a ameaça do colapso do euro e da integração europeia e a necessidade do apoio da União Europeia (UE) à Grécia.

Gregos devem combater uma UE neoliberal

Se a Grécia cair, é certo que os mercados atacarão Espanha, Portugal, a Itália e a Grã-Bretanha, enquanto a Comissão Europeia, ostentando as vestes de um coro trágico, lavará as mãos como Pôncio Pilatos.

Uma Europa de princípios não deixaria a Grécia sangrar

A menos que haja uma regra para os grandes e poderosos e outra para os pequenos, a União Europeia deve apoiar a nova liderança de Atenas.

Que sentido faz para a Letónia ter a taxa de câmbio indexada ao euro

A Letónia, que aspira entrar na Zona Euro, mantendo uma taxa de câmbio indexada à moeda única enfrenta uma crise de dimensões impressionantes: em dois anos o PIB caiu 25% e deverá cair mais 4%. Já teve de pedir ajuda ao FMI. A taxa de desemprego já vai nos 22%. Neste contexto, que sentido faz manter a taxa de câmbio indexada à moeda europeia? Nenhum, respondem dois economistas do centro de investigação norte-americano CEPR.

Resenha de e.conomia.info

"É impossível sair da crise se não se apoia o emprego"

O presidente do Synaspimos da Grécia, Alexis Tsipras, diz ao Esquerda.net que é preciso apresentar uma solução alternativa à crise, reunindo os países da União Europeia que são as cobaias, como Portugal, Espanha e Grécia.

A crise económica grega aproxima-se dos EUA

Começou em Atenas. Está a estender-se a Lisboa e Madrid . Mas seria um erro grave supor que a crise da dívida soberana que se está a desdobrar ficará confinada às economias mais fracas da zona euro. Porque isso é mais do que apenas um problema mediterrâneo de âmbito local . É uma crise fiscal do mundo ocidental. Suas ramificações são muito mais profundas que a maioria dos investidores supõe actualmente.

Publicado Global Research

Grécia, à beira do abismo, refém da Alemanha

Atenas afrontou a crise económica mundial sem efectuar cortes especiais no orçamento, ao mesmo tempo que a crise trazia à luz o défice público que o governo de direita tinha escondido de modo fraudulento.

Anatomia de uma Euro-trapalhada

O centro da crise, em termos económicos, é a Espanha, e não resultam de qualquer irresponsabilidade fiscal. Tais problemas são o resultado de “choques assimétricos” dentro da Zona Euro.

Porque é que consideram a China um problema e a Alemanha não?

Não é sustentável a prazo que economias sujeitas à mesma política monetária e à mesma taxa de câmbio tenham posições tão distintas nas suas balanças externas. Parece cada vez mais consensual que a sustentabilidade do euro (e, em última análise, da integração europeia) não dispensa um reforço significativo da coordenação das políticas económicas da UE.