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Hospital de Lamego com falta de profissionais e equipamentos

“Mais de 41 milhões depois - só na construção do novo Hospital de Proximidade - a saúde no concelho de Lamego é encarada cada vez menos como um direito mas como um privilégio ou até um negócio”, denuncia a comissão distrital de Viseu do Bloco de Esquerda.

Em comunicado, a comissão distrital do Bloco de Esquerda diz que “por estes dias frios de Inverno (como noutros) adoecer no concelho de Lamego é uma triste e dispendiosa aventura que poderá até revelar-se fatal” e denuncia que, “sobretudo desde 2006”, “os Lamecenses assistem com preocupação ao progressivo desmantelamento das valências oferecidas pelo Serviço Nacional de Saúde no concelho”.

Segundo a distrital do Bloco, “existem menos valências, menos profissionais e os utentes são frequentemente confrontados com a possibilidade de serem encaminhados para o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro muitas vezes até apenas para a realização de procedimentos clínicos relativamente simples”.

O documento denuncia também que, “poucas semanas depois do novo Hospital de Proximidade ter entrado em funcionamento”, a Santa Casa da Misericórdia de Lamego anunciou, “com o apadrinhamento do autarca de Lamego, a criação de um consórcio com um empresário espanhol com vista à instalação de um hospital privado no antigo edifício do Hospital Distrital de Lamego”.

Os bloquistas apontam que “faltam equipamentos, faltam profissionais e começam a verificar-se alguns problemas de construção das infraestruturas – para além do facto de apenas dispor de 37 camas” e assinalam que “também entre os médicos, enfermeiros e assistentes operacionais do hospital, o clima que se vive hoje é de incerteza e desconforto perante as suas situações laborais, nalguns casos precárias, e os sucessivos condicionamentos impostos pelo Ministério da Saúde e também pelo Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro”.

A distrital do Bloco divulga também que os deputados João Semedo e Helena Pinto entregaram na passada quarta-feira, 3 de Dezembro, uma pergunta no parlamento, dirigida ao Ministério da Saúde que onde são solicitados mais esclarecimentos sobre toda esta situação.

Neste requerimento, João Semedo e Helena Pinto perguntam ao ministério da Saúde:

“1. Tendo em conta as valências do Hospital de Lamego bem como a população servida, qual deveria ser o quadro de pessoal (enfermeiros, assistentes operacionais, etc) desta unidade hospitalar? Qual é o quadro de pessoal do Hospital de Lamego?

2. Qual é a situação contratual dos profissionais (enfermeiros, assistentes operacionais, etc) que exercem funções no Hospital de Lamego?

3. Quantos médicos são necessários para assegurar o normal funcionamento de todas as valências e serviços do Hospital de Lamego? Quantos médicos exercem funções neste hospital? Qual a sua situação contratual?

4. Há trabalhadores a exercerem funções no Hospital de Lamego através de Contrato de Emprego Inserção (CEI) ou Contrato de Emprego Inserção+ (CEI+)? Em caso de resposta afirmativa, quantos são e quais as funções desempenhadas?

5. Que medidas vão ser implementadas para melhorar o acesso dos doentes à realização de análises clínicas?

6. Que medidas vão ser implementadas para garantir a aquisição do equipamento que permite a realização de tomografia axial computorizada (TAC) no Hospital de Lamego?

7. O Hospital de Lamego irá continuar a disponibilizar urgência noturna?

8. A valência de medicina interna está em risco de continuidade?”

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