Carlos Vieira

Carlos Vieira

Ativista associativo na defesa dos Direitos Humanos. Militante do Bloco de Esquerda. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990

Só a esquerda pode impedir a degradação das condições de vida das populações e impedir a guerra, a desumanização e a fascização da Europa. A nossa guerra, de Portugal e da Europa, é a guerra contra as alterações climáticas.

Quando o governo e os partidos mais ou menos liberais da direita se queixam de uma redução na receita do Estado de 158 milhões de euros, com esta abolição de portagens, esquecem-se de contabilizar o custo das portagens para as empresas da região e para milhares de trabalhadores.

Em 2023, os crimes de ódio cresceram 38% em Portugal. A impunidade é norma. Recentemente a SOS Racismo e a associação Letras Nómadas denunciaram a ausência de resposta às queixas que têm apresentado à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminaçao Racial.

Saúde, educação, habitação, pensões e salários dignos… E paz, em Portugal e na Europa, que também está em causa, no voto a 10 de Março.

Se o Estado tem o dever constitucional de “assegurar a existência de um serviço público de rádio e televisão”, não pode alijar responsabilidades relativamente à concentração da propriedade privada de jornais, nem a negócios pouco transparentes, que coloquem em risco o pluralismo.

EUA, Reino Unido e UE são cúmplices do genocídio e tornam-se destinatários do augúrio de Saramago: “Um dia se fará a história do sofrimento do povo palestiniano e ela será um monumento à indignidade e covardia dos povos”.

Costa, afinal, tinha os verdadeiros “empecilhos” dentro do próprio governo e na sua casa oficial. Nada de novo: é a velha política do rotativismo do Bloco Central (PS e PSD), com o seu clientelismo e promiscuidade com interesses privados.

É triste ver os países europeus a prestarem solidariedade a Israel, sem fazerem o mesmo aos palestinianos, e nem sequer chegarem a acordo sobre a necessidade de apelar a um cessar-fogo humanitário.

Muitos leitores já devem estar fartos de ler artigos e comentários sobre o beijo de Rubiales, mas não posso deixar de lavrar a minha indignação perante alguns artigos de opinião de pessoas com influência nos “media”, tentando justificar ou atenuar um acto verdadeiramente condenável.

A JMJ 2023 só tem um problema: é que, ao contrário das JMJ em Espanha, onde os contribuintes não pagaram nada, em Portugal, o custo para o Estado e as autarquias envolvidas já vai em 80 milhões (tanto como o que a Igreja diz ter gasto).