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Autarcas e trabalhadores exigem as 35 horas semanais

Milhares de trabalhadores da administração local manifestaram-se em Lisboa para exigir ao Governo que publique os acordos assinados por autarquias e sindicatos. A deputada bloquista Helena Pinto diz que "o Governo está a meter-se onde não é chamado".
Os deputados do Bloco estiveram no protesto dos trabalhadores da administração local pela publicação dos acordos das 35 horas semanais.

"É a maior manifestação do poder local dos últimos 20 anos", dizia esta quinta-feira à imprensa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), que organizou a manifestação que teve início com a entrega de uma petição no Ministério das Finanças. Os trabalhadores exigem que sejam publicados os acordos que prevêem a manutenção das 35 horas semanais de trabalho.

"Caso não sejam publicados após esta manifestação, vamos recorrer, mais uma vez, aos tribunais", anunciou Francisco Braz, recordando que o Governo já foi condenado anteriormente pela Justiça.

A manifestação que terminou junto ao parlamento contou com a presença da deputada bloquista Helena Pinto, que recordou que "as autarquias locais negociaram com os sindicatos de livre vontade acordos para o horário de trabalho. Isso é uma competência sua e o Governo não tem de se intrometer na autonomia do poder local, bloqueando a aplicação dos acordos".

A manifestação que terminou junto ao parlamento contou com a presença da deputada bloquista Helena Pinto, que recordou que "as autarquias locais negociaram com os sindicatos de livre vontade acordos para o horário de trabalho. Isso é uma competência sua e o Governo não tem de se intrometer na autonomia do poder local, bloqueando a aplicação dos acordos".

Para Helena Pinto, "as autarquias têm perfeita autonomia para negociar o horário e a organização do trabalho que presta às populações", pelo que "o Governo está a meter-se onde não é chamado". "Os acordos estão assinados o governo só tem de os publicar", concluiu a deputada do Bloco, considerando que o aumento do horário de trabalho para as 40 horas representa um "retrocesso civilizacional, ao reduzir o salário e trazer mais complicações para a vida dos trabalhadores". Helena Pinto sublinhou também a presença de presidentes de câmara e vereadores de diferentes áreas políticas, o que fez deste protesto "uma demonstração inequívoca da vontade das autarquias".

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