Ricardo Vicente

Ricardo Vicente

Engenheiro agrónomo

Temos dez anos para reduzir metade das emissões de gases com efeito de estufa e responder à emergência climática. Para isso serão necessárias milhões de plantas autóctones e resilientes ao fogo para, juntamente com a descarbonização da economia, permitir alcançar a neutralidade carbónica. Artigo de Ricardo Vicente, publicado na revista Esquerda.

 

A AR aprovou uma importante resolução proposta pelo Bloco: recomendar ao Governo a produção de um relatório de análise às recomendações de prevenção e combate a incêndios realizadas pelos cientistas do Observatório Técnico Independente.

O atual OE não tem uma única medida de contenção da eucaliptização desenfreada do país, aumentando riscos em situação de incêndio.

Com apoios comunitários entregues em função da área, pastagens e forragens dominam mais de metade da área destes modos de produção e representam uma renda para o latifúndio.

A ONU divulgou um relatório que identifica a necessidade de realizar mudanças no sistema alimentar. Em Portugal é necessário profissionalizar o trabalho agrícola, capacitar o ministério da agricultura e combater a precariedade.

1% das explorações agrícolas em Portugal domina 37% do valor de produção e 22% da superfície agrícola útil.

O Governo tomou medidas de reforço da proteção civil, obrigou ao reforço das faixas de gestão de combustível, mas este tormento não desapareceu e além de toda a destruição de recursos naturais, continua a colocar muitas vidas humanas em risco.

Hoje, debater a política agrícola e alimentar, tem muito que ver com a forma como as regiões e os países podem construir um futuro mais sustentável. Por Ricardo Vicente.

O Bloco de Esquerda acabou de apresentar um Projeto de Resolução na Assembleia da República que recomenda ao Governo a reflorestação e gestão pública sustentável do Pinhal de Leiria.

Segundo o 5º relatório do IPCC, o número de eventos extremos, na forma de ondas de calor, secas, grandes precipitações e inundações serão mais frequentes e mais intensos no final do século XXI. Entre as estratégias de adaptação, a agroecologia é apontada como uma resposta.