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Memórias: António Aleixo faleceu há 65 anos

No dia 18 de fevereiro de 1899, em Vila Real de Santo António, nasceu António Aleixo: um dos poetas populares de maior relevo do século XX, famoso pela ironia e pela crítica social dos seus versos. Por António José André.
António Aleixo (Vila Real de Santo António, 18 de fevereiro de 1899 — Loulé, 16 de novembro de 1949)

Apesar de semi-analfabeto, António Aleixo deixou a seguinte obra escrita: "Quando Começoa a Cantar", «Este livro que vos deixo», «O Auto do Curandeiro», «O Auto da Vida e da Morte», «O Auto do Ti Jaquim» e «Inéditos».

Em 1907, começou a frequentar a escola primária. Depois de dois anos na escola, revelou o seu talento de improvisador. Entre 1912 e 1919, foi aprendiz de tecelão e cantador de improvisos, em festas.

Entre 1919 e 1921, esteve no serviço militar. Em 1924, alistou-se na polícia Entre 1928 e 1930, esteve em França, como servente de pedreiro. Regressou a Portugal. Entre 1931 e 1933, foi cauteleiro e vendedor de gravatas.

Em 1943, foi internado no Sanatório dos Covões, em Coimbra, por causa duma tuberculose. Em Coimbra, descobriu novas amizades e admiradores, que reconhecem o seu talento (Armando Gonçalves, Miguel Torga, e António Santos). António Aleixo faleceu há 65 anos, em Loulé.

Em sua homenagem, foi construído um monumento, em Loulé, em frente ao “Café Calcinha”, local frequentado pelo por António Aleixo. O antigo Liceu de Portimão passou a chamar-se Escola Secundária Poeta António Aleixo.

Há alguns anos também passou a existir uma «Fundação António Aleixo» com sede, em Loulé, que usufrui do Estatuto de Utilidade Pública, permitindo-lhe atribuir bolsas de estudo aos mais carenciados.

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