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Escolhas do OE’2015 “incidem de forma especialmente gravosa sobre Coimbra”

O Bloco de Esquerda de Coimbra afirmou esta quinta feira que o Orçamento do Estado para 2015 (OE’2015) é “terrível” para o distrito pela “enorme redução de transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF)” e pelos cortes no ensino.
Foto de Paulete Matos.

“Por ser terrível para o país”, o OE2015 “é terrível para Coimbra”, mas “há nele escolhas que incidem de forma especialmente gravosa sobre Coimbra”, defende a Coordenadora Distrital do Bloco em comunicado.

 Segundo os bloquistas, uma dessas escolhas prende-se com “a enorme redução nas transferências do FEF para o município de Coimbra, agravada pela limitação, sem qualquer critério objetivo, imposta às despesas com pessoal”.

 Além destas “razões, de extrema preocupação e de indignação para as gentes de Coimbra”, a Coordenadora Distrital de Coimbra sublinha ainda que também os cortes no financiamento do ensino são “de especial sensibilidade” para o distrito.

 As reduções de “704 milhões de euros no ensino básico e de 180 milhões de euros no ensino superior vão ter um evidente e profundamente negativo impacto sobre as vidas de boa parte das pessoas” do concelho e da região, “direta e indiretamente relacionados com o setor educativo”, lê-se no documento.

 No OE2015, “nada há de inevitável”, defende o Bloco, salientando que “há opções deliberadas e conscientes do Governo, com o aval da Comissão Europeia, que se arroga o direito de fiscalizar e de aprovar ou recusar os orçamentos nacionais”.

 Este orçamento “humilha os portugueses e humilha o país”, referem ainda os bloquistas, alertando que mesmo que o Governo procure disfarçar as suas escolhas com “uma retórica de retoma da economia, não há engano possível: trata-se de um orçamento que se limita a prolongar e a agravar a austeridade e que lhe junta mais impostos”.

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