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“Previsões do Orçamento são absolutamente irrealistas”

Bloco de Esquerda destaca que até o FMI veio afirmar que as previsões do Orçamento do Estado para 2015 não se baseiam em factos verídicos. “Quanto mais austeridade, menos se consolida as contas públicas", afirma Mariana Mortágua, recordando que o governo é recordista em orçamentos retificativos.
"Este governo é recordista em orçamentos retificativos, mais uma prova de como não se consegue manter as previsões orçamentais", diz Mariana Mortágua. Foto ode Paulete Matos-

A deputada Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, considerou que as declarações recentes do FMI sobre o défice e o crescimento para 2015 em Portugal demonstram que as previsões contidas no Orçamento do Estado para o próximo ano são absolutamente irrealistas.

"Todos os anos se assiste ao triste espetáculo de ter o governo a apresentar o seu Orçamento e, passados dois dias, todas as instituições internacionais vêm dizer que o Orçamento não é baseado em factos verídicos", afirmou a deputada.

"O FMI é mais uma das várias entidades que se têm manifestado nos últimos dias a provar, com dados, que as previsões do Orçamento do Estado são absolutamente irrealistas”, apontou Mariana Mortágua.

Todos os anos se assiste ao triste espetáculo de ter o governo a apresentar o seu Orçamento e, passados dois dias, todas as instituições internacionais vêm dizer que o Orçamento não é baseado em factos verídicos.

O Fundo Monetário Internacional previu que a economia portuguesa vai crescer apenas 1,2% em 2015, o que representa 0,3 pontos percentuais abaixo do estimado pelo governo na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano. Na previsão para 2016, o Fundo antevê que nem daqui a dois anos Portugal consiga ter o défice abaixo da meta dos 3% do PIB.

Para a deputada do Bloco, “esta é a prova de que a austeridade não funciona enquanto método de consolidação das contas públicas, porque a economia é prejudicada, fica empobrecida, há mais desemprego, há menos crescimento económico".

"Aliás, este governo é recordista em orçamentos retificativos, mais uma prova de como não se consegue manter as previsões orçamentais porque quanto mais austeridade menos se consegue consolidar as contas públicas", acrescentou.

Organismo de Avaliação do FMI conclui que austeridade foi excessiva

Mariana Mortágua citou ainda um relatório do Organismo de Avaliação Independente (Independent Evaluation Office, IEO) do FMI “onde se chega à conclusão que a austeridade imposta aos países europeus os prejudicou. Foi uma austeridade excessiva”, disse, citando ainda o relatório para dizer que os países do Sul da Europa foram cobaias num esquema que, no entender da bloquista, tem tudo de ideológico e nada de económico.

E concluiu: “O objetivo da Europa é fazer da sua periferia, de países como Portugal, países de precariedade, de fornecimento de mão-de-obra barata; não é consolidar as contas públicas e não é promover o crescimento económico”.  

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