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Swaps continuam a afundar transportes públicos

As perdas com os contratos swap voltaram a penalizar as contas dos operadores públicos de transporte, que viram o seu prejuízo duplicar no primeiro semestre do ano.
Maria Luís Albuquerque introduziu os swaps quando era diretora financeira da Refer e autorizou outras empresas públicas a fazê-lo quando foi técnica do IGCP. Enquanto ministra das Finanças, pagou a alguns bancos pela anulação desses contratos e continua amarrada aos prejuízos dos que ainda vigoram.

O Boletim da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, relativo às contas do setor empresarial do Estado no segundo trimestre do ano, conclui que os resultados líquidos melhoraram 10,3% em comparação com o segundo trimestre de 2013, com o prejuízo a rondar os 756 milhões de euros. Mas no setor dos transportes, a quebra foi de 128,3% e o prejuízo atingiu 371,5 milhões de euros, ou seja, quase metade do total das empresas públicas. 

Os contratos swap assinados pelas empresas públicas continuam a pesar nas contas destas empresas, mas não só. “À data de 30 de junho de 2014 existiam 52 Instrumentos de Gestão do Risco Financeiro nas carteiras de 10 empresas”, revela o relatório, calculando “um valor de mercado negativo da ordem dos 1.755,2 M€”.

“Esta evolução é essencialmente justificada pelo agravamento da rúbrica de variações de justo valor em cerca de 137,6 M€, referida na análise do EBITDA, a que acresce o agravamento dos resultados financeiros, em 70,4 M€”, diz o relatório.

Os contratos swap assinados pelas empresas públicas continuam a pesar nas contas destas empresas, mas não só. “À data de 30 de junho de 2014 existiam 52 Instrumentos de Gestão do Risco Financeiro nas carteiras de 10 empresas”, revela o relatório, calculando “um valor de mercado negativo da ordem dos 1.755,2 M€”. Este valor inclui os cerca de 1.300 milhões de prejuízo potencial dos swaps vendidos pelo Santander, banco que não negociou com o Governo a anulação dos contratos.

Embora o volume de negócios das transportadoras públicas tenha aumentado - sobretudo pelos resultados da CP e do Metro de Lisboa - e os gastos operacionais diminuído, graças ao corte de 13.7% (cerca de 20 milhões de euros) nos custos com pessoal. “A CP registou a maior diminuição dos custos com pessoal, cerca de 9,8 M€, dos quais cerca de metade corresponde a um menor volume de indemnizações por cessação do contrato de trabalho pagas durante o 2º trimestre de 2014”, aponta o relatório, sublinhando ainda o corte de 5 milhões na Carris, conseguido através da redução do número de trabalhadores da empresa.

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