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Bloco opor-se-á a mais medidas de austeridade

Pedro Filipe Soares sublinha que as previsões de Bruxelas sobre o défice para 2015, demonstra, “como tínhamos dito”, que a proposta de OE para 2015, nas suas projeções, “tem pés de barro”. O líder parlamentar do Bloco afirma: "Não aceitamos que, por trás da ideia de que as projeções do Governo não batem certo, possa existir uma vontade de mais políticas de austeridade".
"Não aceitamos que, por trás da ideia de que as projeções do Governo não batem certo, possa existir uma vontade de mais políticas de austeridade", afirma Pedro Filipe Soares - Foto de Tiago Petinga/Lusa

A comissão europeia (CE) divulgou nesta terça-feira as suas previsões para 2015. Bruxelas prevê que a economia portuguesa cresça 1,3% em 2015, abaixo dos 1,5% previstos pelo governo PSD/CDS-PP. Em relação ao défice orçamental a CE prevê que em 2015 ele atinja 3,3%, acima dos 2,7% previstos pelo governo, no orçamento do Estado para 2015 (OE 2015).

Em declarações à comunicação social, o líder parlamentar do Bloco, afirma que as projeções divulgadas nesta terça-feira demonstram que “como tínhamos dito, a proposta de OE para 2015, nas suas projeções, tem pés de barro”.

Pedro Filipe Soares sublinha, no entanto, que “não aceitamos que por detrás desta ideia que as projeções do governo não batem certo possa existir qualquer vontade de mais políticas de austeridade”.

“A austeridade provou que falhou ao criar um país mais desigual, com mais pobreza, e com mais dificuldade para responder às necessidades das pessoas e provou também que não tem levado por diante o ajustamento das contas públicas. Por isso, qualquer ideia que possa vir da troika, de que são necessárias mais políticas de austeridade, é não perceber que o problema essencial é que a austeridade faz parte do que está mal no país e não daquilo que tem de ser promovido ou agudizado”, realçou o líder parlamentar do Bloco de Esquerda.

A finalizar, Pedro Filipe Soares declarou que “da parte do Bloco de Esquerda, apresentaremos propostas de alteração ao Orçamento do Estado que visam responder às pessoas e responder à necessidade de ir buscar dinheiro onde ele existe, aos milionários, para salvaguardar o que é necessário ser salvaguardado que é o Estado Social, o serviço nacional de saúde e a escola pública”.

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