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Banca teme subida do Podemos em Espanha

Banco Barclays divulgou relatório onde considera que, em Espanha, os grandes riscos para a política económica da austeridade são o crescimento do partido Podemos e a luta pela autodeterminação na Catalunha.
Foto Podemos Uviéu/Flickr

A cadeia de notícias norte-americana e mundial CNBC deu relevo nesta segunda-feira ao relatório do Banco Barclays divulgado na passada sexta-feira.

A economia espanhola está estagnada e a política de austeridade está a provocar o aumento da miséria e do desemprego, no entanto para o Barclays, a economia espanhola está melhor, o terceiro trimestre de 2014 foi muito positivo, a Espanha recupera mais rapidamente que outros países da UE, mas os “riscos para 2015 poderão vir da política”.

O Barclays teme que o “forte crescimento” do partido Podemos possa “complicar a formação de um novo governo”, após as eleições legislativas que se realizam nos finais de 2015.

O banco britânico teme também o crescimento da luta pela autodeterminação na Catalunha, adverte que haverá eleições locais e autonómicas em maio e que “os partidos pró-independência lideram as sondagens” na Catalunha.

O banco critica mesmo os mercados, que “estão a ser complacentes, porque a probabilidade de independência não é negligenciável”.

A CNBC fez eco do relatório do Barclays, sublinhando que o crescimento do Podemos é uma ameaça à estabilidade [da política de austeridade] e assinalando que o Podemos é um factor “desestabilizador” e que se o partido substituísse o PSOE, como força predominante de esquerda, poderia “subverter” o bipartidarismo em Espanha.

A CNBC afirma mesmo: “Enquanto os investidores se têm centrado no afastamento entre Barcelona e Madrid, deveriam prestar mais atenção ao aumento do Podemos, o partido de esquerda e anti-sistema que nem sequer existia em finais do ano passado e está a arrasar a política em Espanha”.

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