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Tsipras: “Vitória do Syriza na Grécia será uma vitória para todos os povos europeus”

Alexis Tsipras defendeu este sábado que apenas o Syriza pode “garantir a estabilidade social, económica e política” no país e que a austeridade não só provou ser “ineficaz” como “perigosa”, sendo que a ameaça de uma nova recessão na Europa torna imperativa uma mudança política radical no espaço europeu.
Foto retirada do facebook da eurodeputada Marisa Matias.

O líder do Syriza afirmou, durante uma reunião do Partido da Esquerda Europeia, que “existe uma certeza política de que o próximo governo será um governo Syriza”, acrescentando que será “um governo de salvação nacional e de estabilidade política. Um governo de todas as forças políticas progressistas. Um governo de todos os gregos”.

Para Alexis Tsipras, “enquanto a estabilidade social não existir, a estabilidade política não vai prevalecer”, sendo "evidente que a condição para a restauração da calma e da estabilidade no país é a restauração imediata da democracia, da soberania popular".

“Uma vitória do Syriza na Grécia não será uma vitória apenas do povo grego mas de todos os povos europeus, começando pelos do Sul”, frisou Alexis Tsipras.

Acusando o atual executivo helénico de criar “instabilidade política e institucional”, Tsipras defendeu que o governo do primeiro-ministro Antonis Samaras não deve firmar qualquer acordo ou renegociar novos termos com os credores europeus sem a aprovação do povo grego, reclamando eleições.

O líder do Syriza acrescentou que a austeridade empurrou não só a Grécia como toda a Europa para um impasse e que esta política não pode ser tolerada.

A austeridade não só provou ser “ineficaz como perigosa”, reforçou, sublinhando que a ameaça de uma nova recessão na Europa torna imperativa uma mudança política radical no espaço europeu. E, segundo Alexis Tsipras, essa mudança começará com a vitória eminente do Syriza na Grécia.

Tsipras voltou ainda a garantir que o Syriza vai reclamar a anulação de parte da dívida grega, tal como aconteceu com a Alemanha em 1953.

O Syriza exigirá ainda outras medidas, entre as quais: uma “cláusula de crescimento” para pagar o resto da dívida; um “período de graça”, uma moratória que permita utilizar, no imediato, recursos para a recuperação da economia; a exclusão do programa de investimentos públicos das restrições previstas no Pacto de Estabilidade e Crescimento; um acordo para um New Deal Europeu com investimentos públicos para o crescimento e financiamento do Banco Europeu de Investimentos; a flexibilização quantitativa do Banco Central Europeu, com a aquisição direta de títulos do tesouro.

Alexis Tsipras relembrou ainda a questão pendente das indemnizações, a serem pagas pela Alemanha, pela ocupação nazi e dos empréstimos por liquidar emitidos pelo governo helénico, que colaborava com Adolf Hitler.

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