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João Semedo acusa Passos Coelho de ameaçar trabalhadores do setor público

O coordenador do Bloco de Esquerda acusou o primeiro-ministro de fazer uma “ameaça a todos os trabalhadores do setor público”, ao afirmar que “vai continuar a austeridade” e os cortes nos salários dos funcionários públicos se ganhar as eleições, mesmo violando a lei e desrespeitando o TC.
João Semedo propôs a “nacionalização do Novo Banco - única solução que melhor acautela os interesses das contas públicas e do país”

"Não se tratou de um lapso, de uma distração, de um esquecimento ou equívoco do primeiro-ministro. Teve a oportunidade de corrigir as suas palavras. Repetiu aquilo que tinha dito - se ganhar as próximas eleições, Passos Coelho sente-se mandatado para não respeitar a decisão do Tribunal Constitucional (TC) e manter os cortes na função pública. Não fez um anúncio, fez uma ameaça a todos os funcionários públicos, deu a garantia de que vai continuar a austeridade, mesmo que para tal seja necessário violar a lei e desrespeitar o TC. Este episódio tem a vantagem política de sabermos o que fará Passos Coelho, caso ganhe as eleições no próximo ano. Fica por saber o que dirá e o que fará o PS”, afirmou João Semedo.

João Semedo criticou os "sacrifícios em vão" e "a austeridade que comprometeu não apenas o bem estar dos cidadãos, mas a própria saúde das contas públicas".

O coordenador do Bloco de Esquerda disse a Passos Coelho para não pedir desculpa, pois “já não há desculpa que lhe valha” e declarou que “o Governo instaurou o regime do vale tudo no trabalho”, sendo “a precariedade a regra”.

Considerando ser a altura de fazer o balanço do governo PSD/CDS-PP, “o momento de acertar as contas destes 4 anos”, João Semedo afirmou que “política de rendimentos, política fiscal, política laboral foi austeridade, saque fiscal, selvajaria laboral”.

O coordenador do Bloco de Esquerda realçou que a dívida está “13 pontos acima do número previsto no memorando da troika - mais 20.000 milhões de euros”, denunciou que o “governo diminuiu duas vezes o imposto sobre os lucros das empresas”, que a “diminuição do IRC teve apenas como resultado o aumento dos lucros das grandes empresas”.

O coordenador do Bloco defendeu ainda a necessidade de “travar e reverter a política de privatizações” e propôs a “nacionalização do Novo Banco - única solução que melhor acautela os interesses das contas públicas e do país”.

"Passos Coelho sente-se mandatado para não respeitar TC se ganhar eleições"

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