You are here

OE’2015: “Nunca pagámos tanto por tão pouco”

Durante uma sessão sobre Pobreza e Exclusão Social, o coordenador nacional do Bloco, João Semedo, afirmou que o executivo PSD/CDS-PP apresentou um Orçamento que é “recordista em receita fiscal” mas corta na proteção social e nos serviços públicos.

Lembrando que a proposta do governo prevê uma receita fiscal de 38.873,9 milhões de euros, o que representa um aumento de 4,7% face ao ano passado, e que são previstos novos cortes nos apoios sociais e nos serviços públicos – o que se traduz em menos Saúde, menos Educação e menos proteção social – o dirigente bloquista sublinhou que o Orçamento do Estado para 2015 se pode resumir numa frase: “Nunca pagámos tanto por tão pouco”.

Durante a sua intervenção naquela que foi a primeira de uma série de reuniões públicas promovidas pelo Bloco sobre temas distintos, e que se realizam no âmbito do debate do Orçamento do Estado para 2015, João Semedo referiu ainda que este “recorde fiscal é feito à custa dos rendimentos do trabalho e das pessoas porque aumenta a receita fiscal mas diminui a tributação sobre os lucros das empresas, prevendo a redução do IRC de 23% para 21%”.

Frisando que esta já é a segunda descida do IRC num espaço de um ano, o coordenador nacional do Bloco acusou o governo de ser “amigo dos lucros e dos acionistas”.

Um governo que passou “meses a fio a falar de moderação fiscal e da ética social da austeridade e depois aumenta a receita fiscal e reduz o apoio social a quem mais precisa” é “um governo de duas caras, um governo de sonsos”, salientou o dirigente do Bloco.

João Semedo falou ainda sobre a importância de promover este tipo de iniciativas para “trazer para fora do Parlamento a discussão sobre o Orçamento do Estado, que concentra aquilo que é o essencial das políticas do governo”, e para reunir o contributo de especialistas, de quem estuda e de quem trabalha nestas áreas.

O deputado frisou ainda o compromisso do Bloco em apresentar e bater-se por propostas que permitam “reequilibrar este Orçamento a favor de quem mais precisa”.

Termos relacionados Política
Comentários (1)