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Hong Kong: Governador recusa diálogo, estudantes escrevem a Xi Jinping

Os estudantes que reclamam democracia para Hong Kong pedem ao presidente chinês que autorize o sufrágio universal. O governador Leung Chun-ying diz que não há nenhuma hipótese das suas reivindicações se tornarem realidade.
Estudantes voltaram a ocupar as ruas de Hong Kong após as denúncias de corrupção envolvendo o governador. Foto Jimmy Lam/Federação Estudantes de HK

O governador de Hong Kong disse este domingo na televisão que o movimento Occupy Central foi “um movimento de massas que se descontrolou” e que os que permanecem acampados em frente à sede do Governo têm “zero oportunidades” de conseguir algum avanço nas suas reividicações.

“Se o Governo central tem confiança nas suas políticas, então não deverá temer um Governador eleito pelos cidadãos de Hong Kong”, defendem os estudantes que se opõem à indicação ou ao visto prévio dos candidatos ao cargo pelo poder central de Pequim. Os estudantes sublinham ainda que há uma contradição entre as operações anti-corrupção que decorrem ao nível governamental na China, enquanto o governador Leung Chun-ying, “que tem mantido 50 milhões de dólares em segredo”, é deixado de fora do radar dessas investigações.

Leung Chun-ying tornou-se o principal alvo dos protestos pró-democracia, sobretudo após a repressão dos manifestantes que nas últimas semanas têm reclamado o direito a poder escolher o governo da região. Apesar da sua demissão estar no topo da lista de reivindicações, o governador diz acreditar que os protestos não vão durar muito tempo e que o uso de gás lacrimogéneo contra os manifestantes foi um meio justificado para dispersar a multidão e evitar que a situação se tornasse mais violenta.

Por seu lado, a Federação de Estudantes de Hong Kong decidiu dirigir uma carta aberta ao presidente chinês Xi Jinping, reafirmando o seu empenhamento em prosseguir o movimento de protesto até que sejam aceites as suas reivindicações de obrigar o governo de Hong Kong a prestar contas à população, estabelecer um sistema democrático com igualdade de direitos e pôr em prática o proclamado princípio de “Um país, dois sistemas”, no sentido em que “os problemas de Hong Kong sejam resolvidos em Hong Kong”.

“Se o Governo central tem confiança nas suas políticas, então não deverá temer um Governador eleito pelos cidadãos de Hong Kong”, defendem os estudantes que se opõem à indicação ou ao visto prévio dos candidatos ao cargo pelo poder central de Pequim. Os estudantes sublinham ainda que há uma contradição entre as operações anti-corrupção que decorrem ao nível governamental na China, enquanto o governador Leung Chun-ying, “que tem mantido 50 milhões de dólares em segredo”, é deixado de fora do radar dessas investigações.

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