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Relatório do inquérito aos submarinos “não tem condições de seriedade”

O coordenador nacional do Bloco, João Semedo, afirmou esta sexta feira que a maioria PCD/CDS-PP apenas “procurou proteger” Durão Barroso e Paulo Portas, impedindo mesmo que se esclarecessem contradições que surgiram ao longo do inquérito".

Segundo o dirigente bloquista, o relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas Relativos à Aquisição de Equipamentos Militares, que conclui que “não se retirou qualquer prova ou sequer indício de cometimento de ilegalidades pelos decisores políticos e militares nos concursos analisados", não tem “condições de seriedade, de coerência e de consistência para poder ser aprovado".

Reforçando a ideia de que esta Comissão ficará para a história parlamentar como a 'rapidinha'", pela velocidade a que chegou ao fim, e que desde o seu início se percebeu que PSD e CDS-PP queriam impedir o cabal esclarecimento dos factos, João Semedo sublinhou que três questões continuam por responder.

O coordenador nacional do Bloco referiu que não se apurou se houve ou não favorecimento de um fabricante alemão, nem se houve ou não favorecimento do BES nas operações de financiamento à aquisição de equipamento militar e q ue, depois de terem sido condenados os corruptores na Alemanha, continua sem se saber quem foram os "corrompidos" em Portugal.

"A maioria PCD/CDS-PP apenas procurou proteger o doutor Durão Barroso e o doutor Paulo Portas e impediram mesmo que se esclarecerem contradições que surgiram ao longo do inquérito", destacou o dirigente bloquista.

O Bloco de Esquerda, o PS e o PCP tinham requerido ao presidente da comissão de Inquérito à aquisições de submarinos, torpedos, viaturas blindadas e outros materiais de Defesa desde 1999 a convocação de uma reunião extraordinária para se discutir a marcação de novas audições, e a suspensão dos trabalhos da comissão até que estivessem concluídas as transcrições das audições e chegassem os documentos solicitados, considerando que não estavam reunidas as condições para ser redigido o relatório final. A proposta acabou chumbada pela maioria PSD/CDS-PP

Quando foi anunciada a decisão da maioria de direita, João Semedo frisou que "o PSD e o CDS podem fechar rapidamente esta comissão e impedir que se esclareça o que era necessário esclarecer, mas não podem impedir que estes assuntos relacionados com o financiamento dos submarinos e outros equipamentos, que envolveram grande parte do Grupo Espírito Santo e empresas associadas regressem novamente ao debate parlamentar", à medida que a imprensa continue a revelar novos dados.

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