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Eleições no Brasil

Com as eleições deste domingo, termina uma campanha eleitoral cheia de surpresas, marcada pelas fulgurantes ascensão e queda da candidata Marina Silva. A atual presidente Dilma Rousseff vencerá o 1º turno, e disputará o 2º com Marina ou com Aécio Neves. Neste dossier, organizado por Luis Leiria, recordamos a campanha, falamos sobre o financiamento dos candidatos e damos voz aos representantes da esquerda socialista. Concluímos com uma polémica sobre o papel dos governos do PT.

A abrir, Luis Leiria fala sobre o furacão provocado pela candidatura de Marina Silva, que se arrisca a engolir a própria candidata, numa campanha que manteve as surpresas até o final. Em seguida, mostramos como as grandes empresas financiam quase todos os partidos – e o PT mais que todos. O sociólogo Ruy Braga analisa como Marina Silva desafiou a hegemonia do PT e o dossier prossegue com entrevistas aos candidatos da esquerda socialista: Luciana Genro, José Maria de Almeida e Mauro Iasi. Finalmente, uma polémica sobre o papel dos governos do PT entre Valério Arcary e Valter Pomar.

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Resto dossier

Eleições no Brasil

Com as eleições deste domingo, termina uma campanha eleitoral cheia de surpresas, marcada pelas fulgurantes ascensão e queda da candidata Marina Silva. A atual presidente Dilma Rousseff vencerá o 1º turno, e disputará o 2º com Marina ou com Aécio Neves. Neste dossier, organizado por Luis Leiria, recordamos a campanha, falamos sobre o financiamento dos candidatos e damos voz aos representantes da esquerda socialista. Concluímos com uma polémica sobre o papel dos governos do PT.

Dilma Rousseff: 2º turno com Aécio ou com Marina?

Brasil: surpresas até ao fim na eleição presidencial

A atual presidente Dilma Rousseff vencerá o primeiro turno, mas ninguém sabe quem vai disputar com ela a segunda volta, a 26 de outubro: Marina Silva do PSB, ou Aécio Neves do PSDB. A candidatura de Marina pôs as eleições de cabeça para baixo, mas o furacão que criou pode ter acabado por engolir a própria candidata.

Grandes empresas financiam quase todos os partidos

As exceções são o PSOL, o PSTU, o PCB e o PCO. O PT de Lula e Dilma Rousseff é o recordista, tendo arrecadado só das 15 maiores empresas doadoras 43 milhões de euros.

Desafiando a hegemonia

A aproximação entre a juventude trabalhadora e Marina Silva manifesta eleitoralmente um desejo progressista de mudança social. Trata-se de uma ilusão, pois, certamente, Marina Silva faria um governo mais neoliberal do que Dilma Rousseff. No entanto, o desejo é legítimo e merece respeito. Por Ruy Braga

Luciana Genro: "Os interesses que devem ser contrariados são os do grande capital, bancos e multinacionais, os grandes privilegiados do modelo económico atual.

Luciana Genro (PSOL): “Não há mudança sem enfrentar e contrariar interesses”

“A nossa proposta é radicalmente oposta à lógica do tripé económico que os três candidatos defendem”, diz a candidata à Presidência pelo PSOL. “A principal medida é a auditoria da dívida e a suspensão do seu pagamento. Também uma revolução na estrutura tributária, aumentando tributo sobre os bancos e as grandes empresas e fortunas, aliviando a classe média e os assalariados”. Por Gabriel Brito e Valéria Nader, Correio da Cidadania

Zé Maria (PSTU): “Vamos retomar a ideia de um governo da classe trabalhadora, sem patrões, que possa governar o Brasil e promover as mudanças.”

“Não podemos confundir o papel da esquerda; é preciso usar o processo eleitoral para fortalecer a luta popular, e não entrar na eleição achando que o nosso papel é ganhar o máximo possível de votos, a qualquer custo. Como se a obtenção de votos fosse mudar o Brasil”, diz o candidato do PSTU. Por Valéria Nader e Gabriel Brito, Correio da Cidadania.

Mauro Iasi (PCB): “A verdadeira tarefa da esquerda vem depois das eleições: construir a alternativa ao bloco dominante”

“Nós demonstramos que é possível participar do debate eleitoral sem rebaixar o programa. A nossa briga, já de bastante tempo, é contra a mercantilização da vida, pauta a luta pela educação, saúde, cultura, acesso a bens e serviços essenciais, o que conseguimos ver, na prática, na campanha”, disse Iasi. Por Gabriel Brito e Valéria Nader, Correio da Cidadania.

De punhos fechados, mas com as mãos nos bolsos

O artigo que se segue, de autoria do historiador e dirigente do PSTU Valério Arcary, é parte de uma polémica sobre o papel do PT e dos seus governos com Valter Pomar, da corrente Articulação de Esquerda (que faz parte do PT). A totalidade da polémica pode ser seguida pelos links que constam no artigo.