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Moedas aponta divergências com a troika mas frisa ser “uma pessoa focalizada nos resultados”

Durante a audição de Carlos Moedas, candidato a comissário europeu da Investigação, Inovação e Ciência, a eurodeputada Marisa Matias frisou que o facto do ex-secretário de Estado adjunto de Passos Coelho ter sido o responsável do governo português por monitorizar o ajustamento da troika não é “um bom cartão de visita”.

Referindo-se à resposta de Moedas relativamente às suas qualificações e experiência para exercer o cargo para o qual foi indigitado, Marisa Matias afirmou que o facto de ter sido o responsável do governo português por monitorizar o ajustamento da troika não é “um bom cartão de visita”.

“Até porque o que se espera de si enquanto comissário está nos antípodas do que se fez em Portugal no programa de ajustamento da troika, onde se asfixiou o sistema de investigação e se forçou investigadores a abandonar a Ciência e o país”, defendeu Marisa Matias durante a audição que teve lugar no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

No início da sua intervenção, a eurodeputada Marisa Matias criticou ainda Carlos Moedas por não fazer a sua apresentação em português.

“Ainda ontem à noite ouvimos aqui o candidato a comissário alemão fazer a sua apresentação em alemão. Hoje não tivemos a oportunidade de ouvir o candidato a comissário português fazer a sua apresentação em português. Isto é mais do que simbólico. É bastante revelador da tão apregoada igualdade dos Estados-membros e do estado em que está a nossa União Europeia”, argumentou a dirigente bloquista.

Moedas é “uma pessoa focalizada nos resultados”

Carlos Moedas, ex-secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, acabou por assumir a “dureza e o sacrifício que esse programa foi”, avançando, inclusive, que muitas vezes esteve “em desacordo com a troika”.

Não obstante esta autocrítica, Moedas escudou-se, tal como tem vindo a ser usual entre os membros do governo, no argumento da inevitabilidade e da necessidade de “mostrar credibilidade na Europa”.

“Sou uma pessoa que apresenta resultados e no Horizonte 2020 [o próximo programa europeu de financiamento da ciência] é importante ter uma pessoa focalizada nos resultados”

O candidato a comissário europeu da Investigação, Inovação e Ciência que conta no seu currículo com passagens pelos grupos Deutsche Bank, Carlyle e pelo Goldman Sachs, entre outros, enalteceu o seu trabalho passado, que, segundo o próprio, demonstrou a sua capacidade de resposta.

“Sou uma pessoa que apresenta resultados e no Horizonte 2020 [o próximo programa europeu de financiamento da ciência] é importante ter uma pessoa focalizada nos resultados”, frisou.

A "autocrítica" de Moedas - Marisa Matias 2014.09.30

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