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Bloco exige a demissão da ministra da Justiça

Face a situação de “caos” na justiça, provocada pela reforma levada a cabo e pelos problemas na plataforma informática Citius, a deputada Cecília Honório convidou Passos Coelho a demitir Paula Teixeira da Cruz, porque “a culpa não pode morrer solteira”.
O Bloco de Esquerda exige a demissão de Paula Teixeira da Cruz - Foto de José Sena Goulão/Lusa

“Ao Primeiro-Ministro, fazemos o convite, que assuma o drama que se vive a todos os níveis na justiça em Portugal e as consequências óbvias, as quais, do nosso ponto de vista, como a culpa não pode morrer solteira, passam pela demissão da ministra”, declarou a deputada bloquista Cecília Honório, nos passos perdidos do parlamento.

Os operadores judiciais, nomeadamente juízes, advogados, funcionários judiciais, são unânimes na consideração de que a situação é caótica e os “tribunais estão quase paralisados”.

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, pediu nesta quarta-feira desculpa pública pelos “transtornos” registados, mas continuou a negar que haja qualquer “caos” nos tribunais.

Na declaração à comunicação social, a deputada Cecília Honório destacou: “Quando se estava à espera de respostas urgentes, a resposta foi nenhuma, a não ser esta assunção cândida de uma responsabilidade relativa. Quando uma ministra da justiça não encara o caos e fala apenas de uma situação de transtorno não está de facto a assumir plenamente a responsabilidade”.

Cecília Honório referiu também que “temos um Citius bom, onde não está nada, e um Citius mau, que não serve o país, e ficámos a saber que haverá um Citius futuro, não se sabe exatamente quando”.

Salientando que “o Estado de Direito está em causa”, a deputada bloquista lembrou que “todos os operadores, todas as entidades, nomeadamente o Bloco de Esquerda, avisaram a ministra que não havia condições de pôr esta reforma a correr no quadro atual e a teimosia persistiu” e sublinhou que “na verdade, a ministra da justiça deu um passo muito maior que a perna e agora não assume a responsabilidade do caos que se vive na justiça”.

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