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Suécia: Vitória curta dos Sociais-Democratas

Partido Social-Democrata vence as eleições, depois de oito anos na oposição, mas com um pequeno crescimento. A ultradireita duplica a votação e torna-se a terceira força política.
Stefan Löfven, líder dos sociais-democratas

O Partido Social-Democrata sueco venceu as eleições legislativas deste domingo, com 31,1%, muito longe do objetivo de 35% que fixara e apenas umas décimas acima do resultado de 2010 (30,7%), que fora o pior da sua história. O Partido Moderado (conservador) ficou em segundo lugar, com 23,1%, uma queda significativa comparada com as últimas eleições, em que obtivera 30,1%. Em terceiro lugar ficaram os Democratas da Suécia, um partido de extrema-direita que tem origem no movimento nazi sueco, com 13%, mais que duplicando os resultados de 2010 e elegendo 47 deputados.

À esquerda, os Verdes ficaram com 6,8%, perdendo terreno (7,3% em 2010) e o Partido da Esquerda (que no Parlamento Europeu faz parte do GUE/NGL) obteve 5,7%, uma décima apenas acima de 2010. O partido Iniciativa Feminista, que pelas sondagens esperava entrar pela primeira vez no Parlamento, não conseguiu obter os 4% mínimos, ficando com 3,6%.

Impasse

Com estes resultados, nem a coligação PSD e Verdes, mesmo que tenha o apoio do Partido de Esquerda, terá maioria, nem a coligação de centro-direita poderá tê-la se não se associar à extrema-direita.

Stefan Löfven, o líder dos sociais-democratas que vem do movimento sindical, afirmou que os suecos rejeitaram as reduções de impostos e as privatizações, votando na mudança, e disse-se disposto a formar um governo viável.

Mas Löfven rejeitou qualquer cooperação com os Democratas da Suécia: “Mesmo que tivessem tido uma votação maior, não cooperaríamos com eles”, assegurou.

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