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Trabalhadores não querem “venda apressada” do Novo Banco

Reagindo à notícia dada por “fontes políticas” ao semanário Expresso sobre a substituição de Vítor Bento à frente do Novo Banco, a Comissão de Trabalhadores diz não estar surpreendida. E já antevê “o fim do banco”, tudo graças à estratégia seguida pelo Governo e o Banco de Portugal.
Foto Mário Cruz/Lusa

"Sabíamos que o trabalho da administração estava praticamente sem autonomia. Não pensávamos era que fosse tão rápido", afirmou o coordenador da Comissão de Trabalhadores do Novo Banco à agência Lusa.

Aparentemente, e segundo as “fontes políticas” consultadas pelo Expresso, Vítor Bento não aceitará manter-se ao leme do banco nas condições impostas pelo Governo e pelo Banco de Portugal.

A reação surgiu após a publicação de uma notícia no semanário Expresso, que atribui a “fontes políticas” a informação de que Carlos Costa já está à procura de substitutos para a administração nomeada pelo próprio Banco de Portugal com o aval da família Espírito Santo. João Matos acredita que “uma venda apressada será o fim do banco” e que os trabalhadores do Novo Banco estão agora “mais unidos do que nunca para salvar a instituição”.

A notícia do Expresso dá conta dos atritos e declarações contraditórias entre Vítor Bento e Carlos Costa quanto ao futuro do Novo Banco. Enquanto o presidente do banco pretende levar a cabo um plano de médio prazo para recuperar o banco resgatado com dinheiro dos contribuintes, o governador e os partidos que apoiam o Governo querem vendê-lo rapidamente.

Aparentemente, e segundo as “fontes políticas” consultadas pelo Expresso, Vítor Bento não aceitará manter-se ao leme do banco nas condições impostas pelo Governo e pelo Banco de Portugal. A possível saída do gestor, que fora convidado por Ricardo Salgado para lhe suceder à frente do BES, seria acompanhada pelas saídas do vice-presidente, José Honório, e do administrador financeiro, João Moreira Rato.

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