You are here

Cronologia da Independência

Momentos importantes da história da Escócia e das suas várias conquistas e sucessivas perdas de independência através dos séculos. Mais informação sobre cada época pode ser consultada, por exemplo, aqui: http://www.educationscotland.gov.uk/scotlandshistory.
Foto Adam Fowler/Flickr

Até ao século XI

79 As invasões romanas chegam à Escócia. Sem grande sucesso no progresso para norte, os romanos constroem, entre 122-136, a Muralha de Adriano, que vai do rio Tyne ao rio Solway.

143 Construção, pelos romanos, da Muralha Antonina, do rio Forth ao rio Clyde.

c.400 Os romanos deixam a Grã-Bretanha.

563 O missionário irlandês Columba chega à ilha de Iona, iniciando assim a cristianização da Escócia.

685 Vitória dos pictos, sob o reinado de Bridei Mac Bili,  derrotam os guerreiros da Nortúmbria, liderados pelo rei Ecgfrith, na batalha de Nechtansmere.

794 Início das invasões vikings.

843 Unificação dos reinos picto e escoto (chamado séculos depois “Reino de Alba”) por Keneth MacAlpin, segundo o mito, primeiro rei dos escoceses.

c. 870 Os vikings invadem os territórios principais dos pictos, que são depois invadidos pelos escotos.

904 Os vikings sofrem a sua primeira derrota na Batalha de Strathearn.

1066 Conquista da Inglaterra pelos normandos. Pela mesma altura, a ilha de Man e as ilhas Hebrides, na costa oeste da Escócia, estão sob domínio da Noruega.

Séculos XII e XIII

1157 Fixação da fronteira da Escócia com a Inglaterra, entre os rios Tweed e Solway.

1173-1174 William I invade o norte de Inglaterra, com o apoio de Louis VII de França. É derrotado na Batalha de Alnwick e levado como prisioneiro para a Normandia. O rei inglês Henry II, vencedor da batalha, ocupa a Escócia, até que William devolva os custos da expedição aos ingleses (com os impostos dos escoceses) e reconheça a dependência da Escócia à Inglaterra. Esse acordo fica conhecido como o Tratado de Falaise, em que William aceita Henry como suserano.

1189 Richard “Coração de Leão” (filho de Henry I) vende a soberania da Escócia de volta a William I pelos cem mil marcos necessários para o rei de Inglaterra poder integrar a Terceira Cruzada.

1266 A Noruega abdica das Hebrides no Tratado de Perth, durante o reinado de Alexandre III.

1295 “Auld Alliance” (Velha Aliança) entre a Escócia e a França, pelos reis John de Balliol e Philippe IV, renovada consecutivamente até ao Tratado de Edimburgo em 1560, excepto por Louis XI. A aliança é criada contra Eduardo I de Inglaterra e implicava que, se os ingleses atacassem quer a Escócia, quer a França, os dois países defenderiam os territórios em conjunto.

1296 Edward I invade a Escócia. Começam as Guerras da Independência, que se estendem até 1328.

1927 Vitória de William Wallace sobre os ingleses na Batalha de Stirling. Wallace será executado sete anos depois.

Séculos XIV e XV

1306 Robert the Bruce auto-proclamado rei dos escoceses em Scone, depois da abdicação, forçada pelos ingleses, de John de Balliol.

1314 Os escoceses vencem os ingleses na Batalha de Bannockburn (dada a coincidência do ano das comemorações do 700º aniversário da batalha com o ano do referendo, os nacionalistas têm sido acusados de sentimento anti-inglês e de apego à memória de Bannockburn).

1320 Declaração de Arbroath, carta enviada ao papa João XXII, onde se declara a independência da Escócia.

1328 Tratado de Edimburgo-Northampton, assinado por Edward III, reconhece a independência e estabelece Robert the Bruce como rei da Escócia. Desta vez o preço é de cem mil libras esterlinas.

1332-1357 Novas Guerras da Independência. Após a morte de Robert the Bruce, Edward III tenta tomar o trono via Edward de Balliol (filho de João). Para isso, prende David II, filho de Robert the Bruce. O herdeiro do trono é solto em 1357, após a assinatura do Tratado de Berwick. David II foi pouco popular entre os escoceses, não só por aumentar os impostos para pagar o resgate acordado com os ingleses e usar o dinheiro noutros fins, mas também por nomear Edward III sucessor. Em vez disso, é sucedido por Robert II, da dinastia Stuart, em 1371.

1400 Henry IV invade a Escócia.

1469 Anexação das ilhas de Orkney e Shetland, até então sob domínio dinamarquês. Já sob o reinado de James IV, em 1493, o domínio das Hebrides passa para a Escócia.

Séculos XVI e XVII

1513 James IV morre na Batalha de Flodden, travada contra as tropas de Henry VIII,  como forma de apoio acordado pela Auld Alliance à França. Os ingleses derrotaram os escoceses uma outra vez na Batalha de Solway Moss, em 1542, após a qual morre James V, entretanto coroado rei.

1542 Coroação de Mary, “Queen of Scots”.

1543-1550 Período conhecido como “Rough Wooing” (namoro violento), em que Henry VIII tenta forçar o casamento do seu filho com Mary I. Durante esta altura, sucedem-se as batalhas entre Inglaterra e a Auld Alliance.

1560 Reforma escocesa. Mary I deposta no ano seguinte.

1603 União das Coroas. James VI, rei dos escoceses, ascende ao trono da Inglaterra e da Irlanda (James I). As nações mantêm-se, no entanto, estados soberanos.

1609 Início da “Plantação do Ulster”, nome dado à colonização do norte da Irlanda por protestantes escoceses e ingleses.

1633 Início do reinado de Charles I.

1638 Revoltas presbiterianas na Escócia abrem caminho para as Guerras dos Três Reinos (guerras civis contemporâneas na Escócia, na Inglaterra, e a guerra entre católicos irlandeses e protestantes de origem escocesa e inglesa na Irlanda).

1649 Execução de Charles I, ordenada pelo parlamento inglês. Oliver Cromwell torna-se “Lord Protector” da Commonwealth de Inglaterra, que durará até 1660.

1650 A Escócia proclama Charles II rei. Invasão da Escócia por Oliver Cromwell, após vitória na Batalha de Dunbar.

1660 Restauração de Charles II.

1688 Deposição de Jaime II (VII da Escócia) pela aliança do parlamento inglês com William III de Orange. William invade a Inglaterra no que ficou conhecido como a “Revolução Gloriosa”. John Graham, Visconde de Dundee, lidera revoltas Jacobitas numa tentativa de reposição de James II.

1691 William de Orange oferece perdão real aos escoceses envolvidos nas revoltas Jacobitas, a troco de um juramento de vassalagem. Com medo das consequências, os chefes das Highlands acabam por aceitar o juramento, com a autorização de James II. No entanto, as condições de viagem dificultadas pelo inverno e possíveis armadilhas preparadas contra os Jacobitas fazem com que alguns só o consigam fazer passado o prazo estabelecido.

1692 Massacre de Glencoe, levado a cabo pelo clã Campbell, com o pretexto de que os Jacobitas do clã MacDonald não tinham feito o juramento de vassalagem a tempo.

1695 Fundação do Bank of Scotland.

1698-1700 “Desastre de Darien”, tentativa falhada da Escócia de colonizar o Panamá, arruinando o país. Visto por muitos como o fator decisivo para a união dos parlamentos, a que a Escócia até então teria resistido.

Séculos XVIII e XIX

1702 Morte de William de Orange. Sucede-lhe a rainha Anne, que reinará até 1914.

1707 Ato da União. Unificação política da Escócia e da Inglaterra, formando o Reino Unido da Grã-Bretanha. Extinção do Parlamento Escocês.

1714 George I, da casa germânica, protestante, de Hanover sobe ao trono por decisão parlamentar.

1715 Nova revolta Jacobita, pela restauração católica de Stuart, com James VIII (“the old pretender”). As forças Jacobitas são travadas na batalha de Sheriffmuir, no sul da Escócia.

1727 Fundação do Royal Bank of Scotland.

1730 Início do Iluminismo Escocês, que durará até meados de 1790.

1745 Bonnie Prince Charlie (“the young pretender”), lidera mais uma revolta Jacobita contra o reino de Hanover em Londres. Como aliados, tem a França e a Irlanda. O governo britânico conta com o apoio de um batalhão do Ulster, e soldados contratados à Alemanha e à Austria.

1746 Forças Jacobitas aniquiladas na batalha de Culloden, no norte da Escócia. Grande parte dos Jacobitas emigra para a América, onde se tornam senhores de escravos nas colónias britânicas (o envolvimento da Escócia na escravatura é ainda hoje assunto tabu em muitas esferas).

1756-1763 Guerra dos Sete Anos.

1765-1783 Revolução americana e independência dos Estados Unidos da América.

1789 Revolução francesa.

c. 1792 Começam as “Clearances” das Highlands, com a expulsão de populações inteiras. As expulsões, que duram até meados do século XIX, põem fim à sociedade dos clãs e fragmentam a cultura gaélica. As comunidades, agora dispersas, emigram em massa. A agricultura é substituída pela criação de ovelhas.

1800-1850 Recuperação económica da Escócia. A partir de meados do século, surgem propostas incipientes de devolução.

1845-1849 Fome na Irlanda e nas Highlands.

1869 Os deputados escoceses pedem ao Primeiro Ministro eleito pelo Partido Liberal, William Gladstone, que nomeie um secretário de estado escocês.

1888 Fundação do Scottish Labour Party.

1885 Criação do cargo de secretário de estado da Escócia e do Ministério da Escócia.

1886 William Gladstone apresenta uma proposta de “Home Rule” (governo local) para a Irlanda, inspirando alguns setores da sociedade escocesa.

Séculos XX e XXI

1910-1930 Período conhecido como “Red Clydeside”, caracterizado pelas lutas levadas a cabo pelos movimentos de trabalhadores de Glasgow e de outras povoações da zona do rio Clyde. O movimento ficou marcado também pela oposição à participação na Primeira Grande Guerra. Um dos nomes mais importantes para a definição futura da esquerda radical na Escócia é John Maclean, marxista, pacifista, republicano e partidário da independência, fortemente influenciado por James Connolly.

1913 Proposta de “Home Rule” para a Escócia é apresentada no parlamento, um ano antes de uma nova proposta semelhante para a Irlanda.

1914 Início da Primeira Guerra Mundial.

1916 Revolta da Páscoa na Irlanda.

1918 Fim da Primeira Guerra Mundial.

1919-1921 Guerra de Independência da Irlanda.

1921 Fundação, em Londres, da Scots National League (SNL), influenciada pelo Sinn Féin.

1926 Greve Geral de dez dias no Reino Unido, em apoio aos trabalhadores das minas de carvão.

1928 A SNL apoia a Associação Nacionalista Escocesa da Universidade de Glasgow a criar o National Party of Scotland (NPS), cujo objetivo é a independência.

1934 Fusão do NPS com o Scottish Party (formado, por sua vez, por ex-membros do Conservative Party). Fundação do Scottish National Party (SNP).

1939-1945 Segunda Guerra Mundial. Os ideais nacionalistas do SNP sofrem com a associação ao nacionalismo fascista e nacional-socialista do resto da Europa.

1945 Início da descolonização britânica, após a eleição de Clement Attlee como primeiro ministro. O fim do Império só será declarado em 1997.

1948 Criação do Sistema Nacional de Saúde (NHS).

1967 Winnie Ewing vence as eleições no círculo de Hamilton, conseguindo assim tornar-se a primeira deputada do SNP em Westminster e trazer a independência da Escócia de volta à discussão nacional.
Neste ano, começa também a exploração do petróleo no Mar do Norte.

1968 Declaração de Perth. O Conservative Party, dirigido por Edward Heath, declara o apoio à devolução na Escócia.

1969-1973 Criação da Kilbrandon Commission, a princípio com o governo Labour, com o objetivo de estudar a constituição do Reino Unido e as formas de governo das nações a ele pertencentes (devolução, federalismo, independência). Oito dos membros da comissão votam a favor da devolução, no caso da Escócia.

1974 O SNP consegue eleger onze deputados, na mesma eleição em que o Labour perde a maioria absoluta. Isto abre caminho para a pressão no sentido da criação de uma Assembleia Escocesa.

1978 Ato da Escócia proposto em Westminster, sobre uma possível legislatura devolvida e a criação de uma Assembleia Escocesa.

1979 Referendo sobre a devolução prevista pelo Ato da Escócia de 1978. O SIM ganha com 52% dos votos. No entanto, uma emenda introduzida no último momento por George Cunningham exige um quorum de 40% dos eleitores. Segundo a emenda, o resultado do SIM é de apenas 32,9% (a campanha do NÃO terá encorajado a abstenção). O Ato da Escócia é subsequentemente chumbado pelo parlamento britânico.

No mesmo ano, a moção de desconfiança contra o governo do Labour é aprovado por um voto e obriga à convocação de eleições antecipadas. A moção é apresentada pelo Conservative Party, liderado por Margaret Thatcher, e apoiado pelo SNP, pelos Liberal Democrats e pelos unionistas do Ulster.
Margaret Thatcher ganha as eleições.

O SNP elege apenas dois deputados. Internamente, forma-se a corrente conhecida como “79 Group”, que representa a ala mais à esquerda do partido.

1982 O SNP expulsa vários elementos do 79 Group, como Alex Salmond, Kenny MacAskill e Margo MacDonald. Serão mais tarde re-admitidos.

1984 Greve dos Mineiros, declarados “o inimigo interno” por Margaret Thatcher.

1988 Introdução da “Poll Tax” (imposto comunitário) na Escócia, à experiência, um ano antes da Inglaterra. A criação deste imposto marca o princípio da queda de Margaret Thatcher.

1997 O Labour volta a ganhar as eleições no Reino Unido. O Secretário de Estado para a Escócia, Donald Dewar, chega a acordo sobre proposta de Parlamento Escocês.
Novo referendo sobre a Devolução. O SIM vence com 74,3%.

1998 Novo Ato da Escócia cria o parlamento local e transfere os poderes sobre a maior parte das áreas da política interna.

1999 Primeiras eleições para o Parlamento Escocês. Vence a coligação Labour-Liberal Democrat e Donald Dewar torna-se Primeiro Ministro.

2004 A “Declaração de Calton Hill”, a favor de uma Escócia republicana e independente, é apresentada no mesmo dia em que a rainha Elizabeth II inaugura o edifício do novo parlamento escocês em Holyrood. A declaração é lançada pelo Scottish Socialist Party, mas assinada por cerca de quinhentas pessoas de vários quadrantes da sociedade.

2007 O SNP vence as eleições locais em Maio, mas sem maioria absoluta. Do programa eleitoral consta a proposta de referendo sobre a independência para 2010. Alex Salmond assume o cargo de Primeiro Ministro e o parlamento divide-se, principalmente, entre SNP e Labour.

Em Agosto, o governo publica o livro branco “National Conversation” (conversa nacional) com o objetivo de consultar a população sobre uma possível extensão dos poderes devolvidos, bem como sobre outras hipóteses constitucionais, incluindo a independência.

2010 O SNP propõe a realização de um referendo, mas a proposta é rejeitada pelo resto do parlamento.

2011 O SNP vence as eleições com larga maioria absoluta, mais uma vez com a promessa de um referendo incluida no manifesto. O Labour sofre uma derrota pesada.

2012 O Primeiro Ministro britânico, David Cameron, manifesta em Janeiro o desejo de realizar o referendo “quanto antes”. Salmond propõe a data de 2014. As negociações prosseguem entre os dois Primeiros Ministros.

Em Maio, é lançada a campanha Yes Scotland, que durará até Setembro de 2014. Um mês depois, é lançada a campanha Better Together.

Os governos do Reino Unido e da Escócia chegam a acordo sobre as condições do referendo em Outubro.

2013 O governo apresenta em Novembro o livro branco “Scotland’s Future”, um “guia para uma Escócia independente”. Já em 2014, apresenta o texto para uma constituição provisória, que deverá vigorar até à data da independência em Março de 2016, no caso de vitória do SIM.

(...)

Resto dossier

Referendo na Escócia: o fim do Império?

A poucos dias do referendo de 18 de setembro, o poder político de Londres treme ante a subida das intenções de voto do Sim à independência da Escócia. No meio da austeridade que nos últimos anos tem cortado nos salários, pensões e serviços públicos, a população escocesa atreveu-se a imaginar um país novo e mais justo e a discutir as opções do seu futuro. Dossier organizado por Mariana Vieira.

A Escócia já ganhou

O referendo de 18 de Setembro trouxe para o quotidiano discussões sobre história, política e economia, sobre o que foi o passado e o que se quer do futuro. Quase ninguém responde agora “ah, eu não falo dessas coisas”. E já não era sem tempo! Artigo de Mariana Vieira, em Edimburgo.

Por que passei a dizer SIM à Independência da Escócia

Podemos dizer que da União não sobra muito, a não ser sentimento, história e família. Algumas das razões pragmáticas para a subsistência da União, que emergiram nos séculos XVIII e XIX, desapareceram. Artigo do historiador Tom Devine, a principal referência do estudo da Escócia moderna .

Quem irá escrever a Constituição da Escócia?

Se a Escócia votar pela independência teremos de enfrentar importantes perguntas na área constitucional: Qual será a relação entre os cidadãos e os Estado? Quem escreverá a Constituição? Poderá o escocês comum a contribuir para esse processo? E como poderemos todos nós ser incluídos nele? O modelo islandês é um exemplo a seguir? Artigo de Jamie Mann.

A Economia e a Independência

O principal argumento do Better Together, de que as maiores economias são mais resistentes e flexíveis, ainda está por escrutinar. As pequenas economias do Norte, geograficamente semelhantes à Escócia, mantiveram as suas moedas independentes, mais estáveis do que a libra esterlina. Artigo de James Foley e Pete Ramand.

O voto no SIM na Escócia soltaria a mais perigosa das coisas: a esperança

O mito da apatia foi já destruído pelo movimento tumultuoso a norte da fronteira. Assim que há uma coisa pela qual vale a pena votar, as pessoas fazem filas pela noite fora para ter o nome no caderno eleitoral. A pouca participação nas eleições para Westminster reflete não a falta de interesse, mas a falta de esperança. Artigo de George Monbiot.

Petróleo do Mar do Norte: o que importa não é se vai haver um “boom” mas a quem pertence o petróleo

A única forma de diminuir o deficit e retomar os serviços públicos depois dos cortes da coligação, bem como de conseguir ter dinheiro para investir e reconstruir a economia escocesa será nacionalizar o petróleo do Mar do Norte. Artigo de Ralph Blake.

Cronologia da Independência

Momentos importantes da história da Escócia e das suas várias conquistas e sucessivas perdas de independência através dos séculos. Mais informação sobre cada época pode ser consultada, por exemplo, aqui.

Glossário do referendo

Quem é quem nesta campanha do referendo à independência? Quais os sites e blogs que defendem a campanha do Sim e têm tentado furar o bloqueio dos grandes meios de comunicação a favor do Não? Reunimos aqui alguma informação básica para acompanhar melhor esta campanha.

O SNP não pode fugir para sempre ao debate sobre a monarquia

Será interessante a resposta dos membros do SNP às possibilidades constitucionais abertas pela independência. Vão acomodar-se à monarquia pragmática dos seus dirigentes ou exigir uma alternativa mais radical e genuinamente democrática? Artigo de James Maxwell.

O Left Unity e o debate da Independência

Por explicarem o quadro geral das duas posições opostas, publicamos aqui dois textos do debate em curso no Left Unity, novo partido que pretende ser um agregador da esquerda por todo o Reino Unido. Até à data, o partido escolheu não tomar posição oficial, apesar de os seus membros participarem activamente nas campanhas respectivas. Alan Mackinnon defende o NÃO; Allan Armstrong responde-lhe pelo SIM.

Os socialistas e o SIM

Apoiar o direito democrático de nações como a Escócia à autodeterminação não faz de ti um nacionalista escocês, faz ti um democrata. Artigo de Colin Fox, porta-voz do Scottish Socialist Party.

Como se aproximam os sindicatos da independência?

O princípio da devolução e da transferência de controlo para Edimburgo de, entre outras, políticas de transportes, saúde e educação, criou uma nova camada de poder do estado com as quais as secções escocesas dos sindicatos britânicos passaram a ter de negociar, reduzindo a sua dependência nas estruturas mais alargadas, de todo o Reino Unido. Artigo de James Maxwell.

Quem são os donos da Escócia?

John Glen, o diretor executivo de Buccleuch Estates diz que os membros da Scottish and Land Estates “gerem um razoável volume de recursos naturais”. E tem razão: entre eles, os 2.500 membros devem ser proprietários de três quartos do território escocês. Artigo de Peter Geoghegan.

Tariq Ali: "A separação da Escócia desmantela o estado britânico"

Nesta entrevista conduzida por James Foley, o escritor, realizador e editor da New Left Review explica o seu apoio à independência da Escócia e fala das consequências do voto Sim neste referendo.

Ken Loach: Escócia independente poderá ser a "ameaça do bom exemplo"

O cineasta e fundador do partido Left Unity defende que a independência não resolve todos os problemas da Escócia, mas abre a possibilidade de criar uma sociedade mais justa.

O direito a sonhar

Votar Não significa votar sim a um estado para quem a defesa e a política internacional passam por fingir que não fazem parte da Europa. Fingir que vivemos numa espécie de isolamento glorioso com os nossos “amigos” Estados Unidos. Artigo de Jo Clifford.

O Modelo Nórdico

Na sequência da carta aberta de 17 escritores e jornalistas escandinavos que apoiam a campanha do SIM, Pete Ramand e James Foley, cofundadores da Campanha Radical pela Independência e autores de Yes: The Radical Case for Independence, defendem a tese de que uma Escócia Independente deveria abandonar o capitalismo Anglo-Americano em favor de uma social democracia Nórdica.

Um salva-vidas para as pessoas com deficiência que se afundam neste mar de cortes orçamentais

O Livro Branco sobre a independência lançado pelo Governo promete mudanças no regime de apoios sociais. Ao invés, o Labour só garante que a austeridade e os cortes vão continuar. Artigo de John McArdle.

Votar SIM é a única maneira de salvar da privatização o Serviço Nacional de Saúde

Enquanto o Serviço Nacional de Saúde Inglês está a ser privatizado, o Escocês regressou à filosofia tradicional do serviço unificado e de fundos públicos. Artigo de Philippa Whitford.

A negatividade do SIM

É também enquanto socialista que recuso acreditar que os nossos irmãos e irmãs sejam uma causa perdida. Para mim, um voto SIM soa a desistência e eu acredito que a única forma de ser socialista é manter viva a ideia de que venceremos, num dia distante, talvez, mas venceremos. Artigo de Juan Pablo Lewis Jr.

A Guerra e as Mulheres

A independência é a maior ameaça ao Reino Unido enquanto potência mundial desde a descolonização, fornecendo a uma Escócia independente a oportunidade de adoptar uma política estrangeira independente e justa. Artigo de Cat Boyd e Jenny Morrison.

Imigração na Escócia pós-referendo

A diferença das necessidades demográficas e de migração da Escócia significam que a atual política de imigração do Reino Unido não contemplou as prioridades escocesas no campo da migração. Excerto do Livro Branco do governo escocês, “Scotland’s Future”.

Separando os factos da ficção - o que significa a Grã-Bretanha?

David Cameron e o seu lacaio Michael Gove querem introduzir “Valores Britânicos” na escolas britânicas. Querem ensinar à nossas crianças o que é ‘liberdade’, ‘tolerância’, ‘respeito pelas leis e pelo direito’, ‘crença na responsabilidade pessoal e social’ e ‘respeito pelas instituições britânicas’. Peguemos esta hipocrisia pelos cornos. Artigo de Suki Sangha.

Os planos A, B, C, D, E, F… da moeda Irlandesa desde a independência

Se a libra esterlina passar em 2020 por uma crise como a dos anos 70, o governo da Escócia independente, SNP ou outro qualquer, fará o que fez a Irlanda: vai abandonar a libra esterlina sem hesitar e usar a libra escocesa, mantendo-a dentro dos limites estabelecidos com as moedas dos seus parceiros de mercado, por exemplo, a Zona Euro, os EUA, a Noruega, etc. Artigo de Sean O’Dowd.