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“Nova comissão europeia é a Europa da austeridade no poder”

Para a deputada Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, a nomeação de Carlos Moedas para a Investigação, Inovação e Ciência foi uma derrota do governo Passos Coelho, que ambicionava obter pasta do emprego. A deputada do Bloco sublinhou que líderes da direita ultrarradical tomaram conta de pastas essenciais.
Foto de Zinneke, creative commons
Juncker atribuiu pastas importantes a líderes da direita ultrarradical. Foto de Zinneke, creative commons

Para o Bloco de Esquerda, a nomeação de Carlos Moedas para comissário da Investigação, Inovação e Ciência foi uma derrota do governo de Passos Coelho e Paulo Portas. Segundo a deputada bloquista Mariana Mortágua, apesar de o governo “ter feito tudo para agradar a Merkel e a Juncker, não conseguiu uma pasta de relevo, não conseguiu a pasta de emprego que tanto queria”.

"O único exemplo que temos de Carlos Moedas a este nível é o papel que o governo português tem tido a destruir a ciência e a inovação em Portugal”

Mas, segundo a economista, a nomeação é também uma péssima notícia para o povo europeu porque “facilmente se percebe que Moedas não tem quaisquer pergaminhos” na área de inovação e ciência. “Carlos Moedas vem da Goldman Sachs. O único exemplo que temos de Carlos Moedas a este nível é o papel que o governo português tem tido a destruir a ciência e a inovação em Portugal”, apontou Mariana Mortágua. “E por isso só podemos esperar uma má notícia para o povo português”.

Direita ultrarradical a tomar conta de pastas essenciais

Mas a própria constituição da Comissão europeia, no seu conjunto, foi alvo da crítica do Bloco de Esquerda. “O que temos são os líderes da direita ultrarradical a tomar conta de pastas essenciais como o Emprego”. A deputada do Bloco deu como exemplos “homens escolhidos pela Grã-Bretanha, sítio da liberalização financeira, a ocupar pastas de estabilidade financeira”. Ou “os que defendiam mais austeridade, como o alemão que dizia que Portugal e a Grécia envergonhavam a Europa, a tomar conta da pasta da Energia”.

Diante da comissão formada por Juncker, ficámos com a “Europa da Finança e a Europa da austeridade a tomar conta do povo europeu”, disse Mariana Mortágua, que concluiu: “Temos a Europa da austeridade no poder. Por isso o povo português não pode esperar nada de bom desta comissão europeia”.

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