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Retificativo revê em baixa crescimento da economia

Bloco de Esquerda sublinha que o segundo Orçamento Retificativo de 2014 revê em baixa o crescimento da economia, mas nem assim desiste dos cortes salariais na administração pública.
Apesar de rever previsão de crescimento em baixa, governo insiste em cortar salários da administração pública
Apesar de rever previsão de crescimento em baixa, governo insiste em cortar salários da administração pública

O deputado Pedro Filipe Soares sublinhou esta quinta-feira que o segundo Orçamento Retificativo de 2014 revê em baixa o crescimento da economia. “Há pouco mais de três meses, o governo dizia que a economia ia crescer 1,2% em 2014. Esse crescimento é agora revisto em baixa para 1%".

Para o Bloco de Esquerda, "é incompreensível que o governo, que diz que a economia pode crescer - mesmo abaixo do previsto - com base no mercado interno", venha "já na próxima semana ter medidas de austeridade de cortes de salários".

Governo também reviu em alta a dívida pública

Apesar da revisão em baixa do crescimento, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, anunciou a expectativa de que o desemprego caia para 14,2%. Por outro lado, o governo reviu em alta o valor da dívida pública para este ano, fixando-o nos 130,9% do PIB, um aumento de 0,7 pontos percentuais face às previsões mais recentes.

No cenário macroeconómico mais recente, apresentado em abril, no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), o governo estimava que a dívida pública se fixasse nos 130,2% do PIB este ano. O Orçamento do Estado para 2014 previa uma dívida pública de 126,6% do PIB.

Mas, no final do primeiro semestre, a dívida pública portuguesa subiu para os 134% do PIB, acima dos 132,4% registados no final dos primeiros três meses de 2014, segundo o Banco de Portugal.

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