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“Execução orçamental demonstra um enorme fracasso no principal objetivo do governo”

José Gusmão dirigente do Bloco de Esquerda, numa declaração sobre o aumento do défice das contas públicas”, realçou também que “esse aumento do défice está associado a um aumento da dívida pública para 20 pontos percentuais acima daquilo que tinha sido prometido com a intervenção da troika”.
José Gusmão declarou: “Estes números da execução orçamental demonstram um enorme fracasso naquele que tem sido avançado como o principal objetivo do governo" - Foto de Paulete Matos

Foi divulgada nesta segunda-feira a síntese da execução orçamental até julho de 2014, pela Direção-Geral de Orçamento (DGO). Segundo esse dados, o défice foi de 5.823,4 milhões de euros, mais 389 milhões de euros do que em igual período de 2013. Este montante significa um défice de 3,4% do PIB (de acordo com a estimativa da CE para o PIB).

Os dados da execução orçamental apontam também que as receitas do Estado aumentaram para 19,9 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 735,1 milhões face a igual período de 2013. Para este aumento foi decisivo o crescimento em 400 milhões de euros da receita do IVA.

Comentando estes dados, José Gusmão declarou: “Estes números da execução orçamental demonstram um enorme fracasso naquele que tem sido avançado como o principal objetivo do governo: existe um aumento do défice, esse aumento do défice está associado a um aumento da dívida pública para 20 pontos percentuais acima daquilo que tinha sido prometido com a intervenção da ‘troika' e isto mostra o fracasso de toda uma estratégia”.

A bola de neve da dívida pública

O dirigente do Bloco de Esquerda salientou também que “o governo fala das decisões do Tribunal Constitucional (TC) para justificar a derrapagem na despesa, mas curiosamente não fala de outro aspeto da derrapagem na despesa, de enorme importância - 350 milhões de euros, que é a derrapagem dos juros e encargos da dívida, que mostra uma bola de neve que é a dívida pública e que está a esmagar a sustentabilidade das nossas contas públicas”.

José Gusmão realça a contradição na avaliação do governo, que culpa a decisão do TC pelo aumento da despesa, mas congratula-se “com o aumento da receita fiscal que decorre da retoma da atividade económica que só o TC tornou possível ao proteger os rendimentos das famílias”.

O dirigente do Bloco sublinhou que o aumento da receita fiscal está “intimamente associado” à melhoria dos indicadores económicos que o chumbo do TC ao corte nos salários tornou possível, salientando: “Isso é muito evidente quando se olha para os números e se verifica que o grosso do aumento da receita fiscal é em sede de IVA, que é um imposto que está obviamente relacionado com o poder de compra das famílias.”

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