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Nova York: Milhares de pessoas manifestam-se contra a violência policial

“Sem justiça não há paz” gritaram as pessoas que se manifestaram neste sábado contra a morte do jovem negro Eric Garner às mãos da polícia de Nova York, em julho passado, e contra a violência policial em Ferguson. Na faixa da cabeça da manifestação pode ler-se: “Não recuaremos”.
“Não recuaremos” lê-se na faixa segurada pelo reverendo Al Sharpton, que encabeçou a manifestação - Foto de Justin Lane/Epa/Lusa

A manifestação decorreu no parque Tompkinsville, em Staten Island (Nova York) e foi convocada pela National Action Network, a organização do reverendo e ativista negro Al Sharpton, que encabeçou a manifestação. Segundo os organizadores terão participado no desfile mais de 5.000 pessoas.

O protesto foi convocado contra a morte de Eric Garner pela polícia em Nova York e visou protestar também contra a morte de Michael Brown e a brutalidade policial em Ferguson, no Missouri. “A vida dos negros não tem valor” podia ler-se num dos cartazes transportados pelos manifestantes.

Eric Garner morreu asfixiado, quando estava a ser detido por vender cigarros na rua. Num vídeo amador é possível ver um polícia a apertar o pescoço de Eric Garner e ele desmaiar. A sua morte já foi considerada como homicídio pela órgão de Nova York responsável pela perícia. Porém, o polícia assassino, Daniel Pantaleo, não foi detido e só na passada terça-feira o promotor público de Nova York anunciou que convocará um grande júri para investigar a morte de Garner.

Neste sábado, os manifestantes ocuparam a Victory Boulevard – onde Garner foi asfixiado - e clamaram por justiça. Discursando no local, Al Sharpton disse: “Não estamos contra a polícia, mas queremos justiça – e queremos agora” e pediu ao presidente da câmara “uma reforma policial”.

Outro orador afirmou: “Nós negros também somos pessoas. Precisamos da proteção da polícia, não de agressões. Chega de lágrimas, chega de vítimas. Não vamos parar até que alguém vá para a prisão por isto”.

“Não podemos respirar!” e “Não atire em mim!” foram outros slogans muito gritados, enquanto manifestantes transportavam cartazes com fotos e nomes de jovens negros e latinos mortos pela polícia.

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