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População do Minho e Galiza voltou a protestar contra a Linha de Alta Tensão

Manifestação contra a Linha de Muito Alta Tensão juntou centenas na fronteira Portugal/Galiza.

População, autarcas do Alto Minho e do Concelho Galego de Arbo, concentraram-se este domingo na Ponte Internacional que atravessa o Rio Minho para um novo protesto contra a Linha de Muito Alta Tensão. “Minho é a nossa Terra”, “Arbo é a nossa Terra”, "Escuta Lisboa, Escuta Bruxelas, Escuta Madrid, alta tensão fora daqui” ou “non non, non á alta tensión”, foram algumas das palavras de ordem escutadas pelos manifestantes, como várias cruzes negras e uma atuação teatral, simbolizando a “morte”. A manifestação contou também com várias atuações culturais das duas margens do Rio Minho. No inicio do protesto foi colocada uma faixa gigante na Ponte com a seguinte frase: “Queremos viver no Povo dos nossos avós”.

Os manifestantes exigiram que o traçado seja redefinido e novamente analisado pelos dois países, e que parte do traçado seja enterrado. O Bloco de Esquerda solidarizou-se , apoiou e participou na manifestação, solidarizando-se com as populações do Alto Minho e da Galiza.

A linha de muito alta tensão vai passar em 121 Freguesias dos distritos de Viana do Castelo, de Braga e de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, no distrito do Porto.

Consequências para a saúde

Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendam que nesta matéria se estabeleça o princípio da precaução. Investigações técnicas, tanto da OMS como do corpo científico em Portugal, Espanha e outros países apontam para uma relação direta entre a instalação destas mega estruturas e o aumento de casos do foro oncológico, nomeadamente uma maior ocorrência de leucemia, Alzheimer ou esclerose lateral amiotrófica nas populações expostas às ondas eletromagnéticas emitidas por estas estruturas.

No Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da passagem desta linha não estão previstas as consequências para a saúde das populações e para as economias locais” e os manifestantes exigiram, "em nome do bem-estar das populações, do desenvolvimento económico das regiões e da qualidade ambiental, que o prazo de consulta pública seja alargado até ao final de março, de modo a que os interessados se possam pronunciar e o esclarecimento das populações seja promovido”.

Apresentação da Petição

No decorrer da manifestação foi lida uma petição pela Asociación de afectados pola liña de alta tensión Fontefría-Fronteria Portuguesa (Aalat Valiñas-Poste) que já está a correr online frisando a importância da retirada da Linha destas localidades, referindo que afetará a pesca da Lampreia, as terras de cultivo e paissagens da Rede Natura 2000. A petição pode ser assinada aqui.

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