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Quem fez fortuna com os buracos do BES tem de pagar

Catarina Martins defende o fim do poder político subjugado aos interesses das finanças e afirma que “no processo do buraco do BES, o problema é que alguém ficou com o que não é seu”.
Catarina Martins: Alguém ficou com o que não é seu. Foto de Paulete Matos
Catarina Martins: Alguém ficou com o que não é seu. Foto de Paulete Matos

Catarina Martins defendeu esta quinta-feira que “quem tem fortunas feitas à custa de escândalos como estes tem de pagar com as suas fortunas o buraco que causou”. A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda falou aos jornalistas no Porto, à margem de uma visita ao Centro de Linguística da Universidade do Porto.

“No processo do buraco do BES, o problema é que alguém ficou com o que não é seu. Não podem ser os contribuintes a pagar o buraco do BES”, sublinhou, afirmando que mais uma vez, como nos escândalos anteriores envolvendo a banca, a supervisão demonstrou-se incompetente.

Acabar com um “poder político subjugado aos interesses das finanças”

Catarina Martins defendeu a criação de leis para acabar com um “poder político subjugado aos interesses das finanças”, recordando que é “preciso recuar ao governo de Maria de Lurdes Pintassilgo para encontrar um executivo que não tenha tido alguém que estivesse também, antes ou depois, na administração do BES”.

Para o Bloco de Esquerda, é preciso pôr fim a “um poder político subjugado aos interesses das finanças” que “fecha os olhos” aos seus “desmandos”. Entre as leis necessárias, a coordenadora do Bloco defendeu, desde logo, uma lei que acabe com os offshores.  

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