You are here

Câmara de Lisboa: Cem trabalhadores não recebem salários há dois meses

Mais de uma centena de trabalhadores da área de limpeza urbana da CML não recebe salários há cerca de dois meses. Concelhia do Bloco de Esquerda exige “pagamento imediato dos salários em atraso e a resolução legal da situação de precariedade”.
Bloco de Esquerda da capital exige “o pagamento imediato dos salários em atraso e a resolução legal da situação de precariedade de todos os trabalhadores que se encontram em situação de precariedade e falsos recibos verdes” na CML - Foto de Paulete Matos

Desde o início de junho que estes trabalhadores precários estão sem receber.

Segundo a comissão concelhia do Bloco, a descentralização de competências que resultou da reforma administrativa de Lisboa “desarticulou e desequilibrou vários serviços camarários, nomeadamente, os serviços de higiene e limpeza urbana”.

A concelhia do Bloco, em comunicado divulgado nesta segunda-feira, critica a decisão do executivo de António Costa de ter optado pela “pior solução”, ao contratar 150 trabalhadores a recibos verdes. E denuncia: "Para além de recorrer ao regime de contratação por recibos verdes, a CML recorre ainda aos Contratos de Emprego Inserção (CEI) destinados a pessoas que recebem subsídio de desemprego e aos Contratos de Emprego Inserção+ (CEI+) destinados a pessoas que recebem rendimento social de inserção (RSI) ou pessoas que estejam desempregadas há pelo menos doze meses, integrem famílias monoparentais, vítimas de violência doméstica ou pessoas cujos cônjuges estejam desempregados”.

O Bloco de Esquerda da capital declara que se opõe “ao uso e promoção da precariedade como instrumento de resposta política às necessidades laborais” da CML e exige “o pagamento imediato dos salários em atraso e a resolução legal da situação de precariedade de todos os trabalhadores que se encontram em situação de precariedade e falsos recibos verdes”.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Política
(...)