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“Os contribuintes não podem pagar nem mais um tostão dos desmandos da banca”

Catarina Martins participa este sábado no acampamento de jovens do Bloco de Esquerda, onde lembrou que as propostas do Bloco para controlar a finança são hoje mais necessárias que nunca.
Catarina Martins participou este sábado nos debates do Liberdade 2014, o acampamento de juvens do Bloco de Esquerda. Foto Catarina Oliveira.

Em declarações aos jornalistas antes do debate realizado este sábado, a coordenadora do Bloco lembrou a razão da sua presença no Liberdade 2014, o acampamento anual dos jovens bloquistas. “Precisamos de outra forma de olhar para o país: aqui falamos com quem está a estudar, com quem acabou de estudar e não quer ser estagiário para toda a vida. Falamos sobre direitos e sobre a possibilidade de uma vida decente neste país”, declarou Catarina Martins, lembrando que o Governo se apresenta agora com “um discurso sobre um novo ciclo, mas as suas medidas são em tudo iguais às que criaram a austeridade”.

“Há cinco anos, Ricardo Salgado queixava-se de uma obsessão patológica do Bloco com o BES. Cinco anos depois, vê-se que o Bloco de Esquerda tinha razão, quando dizia que as offshores escondiam o que se estava a passar, que a confusão entre o poder político e o poder económico trazia sempre a impunidade dos mesmos”, registou a coordenadora do Bloco.

“A receita da austeridade falhou e os seus porta-vozes também. Sabemos como Ricardo Salgado foi um dos banqueiros a pedir a entrada da troika no nosso país e sabemos como a finança tem dito que a austeridade é o único caminho”, prosseguiu Catarina Martins, antes de deixar bem vincada a posição do Bloco sobre o desenrolar da crise do grupo Espírito Santo: “Os contribuintes não podem pagar nem mais um tostão dos desmandos da banca.”

“Há cinco anos, Ricardo Salgado queixava-se de uma obsessão patológica do Bloco com o BES. Cinco anos depois, vê-se que o Bloco de Esquerda tinha razão, quando dizia que as offshores escondiam o que se estava a passar, que a confusão entre o poder político e o poder económico trazia sempre a impunidade dos mesmos”, registou a coordenadora do Bloco.

“Que pague os crimes económicos quem os comete; que se pare com a impunidade da finança; e que se pare com a promiscuidade entre o poder político e a finança: estas são três exigências fundamentais de higiene para o país e para que possa haver desenvolvimento”, defendeu Catarina Martins, recordando que “é preciso recuar ao governo de Maria de Lurdes Pintasilgo para encontrarmos um governo que não tenha tido administradores no BES. Sabemos que os governos da alternância têm estado sempre ligados ao BES e à finança”.

Catarina Martins também respondeu a perguntas dos jornalistas sobre o conflito laboral na TAP, com os pilotos a anunciarem uma greve para 9 de agosto. Para a coordenadora bloquista, “há uma decisão do Governo que está por detrás de tudo o que está a acontecer na TAP, que é a decisão de a privatizar”.

“Em vez de haver uma estratégia para uma companhia aérea pública que defenda os interesses do país, tem havido uma estratégia para a tornar privatizável, o que só enfraquece a TAP e cria os problemas que temos visto”, lamentou.

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