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Sete prémios Nobel da Paz pedem embargo de armas a Israel

Apelo de personalidades inclui também cineastas, jornalistas, realizadores de cinema, filósofos, académicos e denuncia a ajuda militar dos EUA e a cumplicidade da União Europeia, que promove o comércio e a cooperação militares.
Um caça F-15D israelita: os EUA fornecem 30 mil milhões de dólares de ajuda militar. Foto de I wish I was flying
Um caça F-15D israelita: os EUA fornecem 30 mil milhões de dólares de ajuda militar. Foto de I wish I was flying

Eis a versão resumida do apelo, publicada no The Guardian de 19 de julho.

Israel desencadeou mais uma vez toda a força do seu poderio militar contra a população palestiniana cativa, particularmente na sitiada Faixa de Gaza, num ato de agressão militar ilegal e desumano. A capacidade de Israel de realizar esses devastadores ataques com impunidade deriva em grande parte da vasta cooperação militar internacional e do comércio que mantém com governos cúmplices em todo o mundo. No período de 2008-19, os EUA têm previsto fornecer ajuda militar a Israel no valor de 30 mil milhões de dólares, enquanto as exportações militares anuais de Israel para o mundo atingiram milhares de milhões.

Em anos recentes, países europeus exportaram para Israel armas no valor de milhares de milhões de euros e a União Europeia financiou bolsas de investigação no valor de centenas de milhares de euros às empresas militares israelitas. Países emergentes como Índia, Brasil e Chile estão a aumentar rapidamente o seu comércio militar e cooperação com Israel, apesar das suas declarações de apoio aos direitos palestinianos. Ao importar e exportar armas para Israel e facilitar o desenvolvimento da tecnologia militar israelita, os governos estão de facto a enviar uma mensagem clara de que aprovam a agressão militar israelita, incluindo os seus crimes de guerra e possíveis crimes contra a humanidade.

A tecnologia militar israelita é propagandeada como “testada no terreno” e exportada por todo o mundo. O comércio militar e as relações de investigação na área militar com Israel ampliam a sua impunidade ao cometer graves violações da lei internacional e facilitam o reforço do sistema israelita de ocupação, colonização e rejeição sistemática dos direitos dos palestinianos.

Apelamos à ONU e aos governos de todo o mundo para que tomem passos imediatos no sentido de implementar um amplo embargo militar a Israel, legalmente obrigatório, semelhante ao imposto à África do Sul durante o apartheid.

Subscrevem: Adolfo Peres Esquivel Nobel da Paz, Argentina, Ahdaf Soueif autor, Egito/Reino Unido, Aki Olavi Kaurismäki realizador de cinema, Finlândia, Alice Walker escritora, EUA, Arcebispo Desmond Tutu Nobel da Paz, África do Sul, Betty Williams Nobel da Paz, Irlanda, Boots Riley rapper, poeta, produtor de arte, EUA, Brian Eno, músico, Reino Unido, Caryl Churchill dramaturga, Reino Unido, Chris Hedges jornalista, Prémio Pullitzer 2002, EUA, Cynthia McKinney política, ativista, EUA, David Palumbo-Liu académico, EUA, Etienne Balibar filósofo, França, Federico Mayor Zaragoza ex-diretor-geral da Unesco, Espanha, Felim Egan pintor, Irlanda, Frei Betto teólogo da libertação, Brasil, Gillian Slovo escritor, Reino Unido/África do Sul, Githa Hariharan escritora, Índia, Giulio Marcon deputado (SEL), Itália, Hilary Rose académica, Reino Unido, Ilan Pappe historiador, Israel, Ismail Coovadia ex-embaixador da África do Sul em Israel, James Kelman escritor, Escócia, Janne Teller escritora, Dinamarca, Jeremy Corbyn deputado (Labour), Reino Unido, Joanna Rajkowska artista, Polónia, Jody Williams Nobel da Paz, EUA, John Berger artista, Reino Unido, John Dugard ex-juiz do TPI, África do Sul, John McDonnell deputado (Labour), Reino Unido, John Pilger jornalista e realizador, Austrália, Judith Butler filósofa, EUA, Juliane House académica, Alemanha, Karma Nabulsi Universidade de Oxford, Reino Unido/Palestina, Ken Loach realizador de cinema, Reino Unido, Kool AD (Victor Vazquez) músico, EUA, Liz Lochhead poeta, Escócia, Reino Unido, Luisa Morgantini ex-vice-presidente do Parlamento Europeu, Itália, Mairead Maguire Nobel da Paz, Irlanda, Michael Mansfield advogado, Reino Unido, Michael Ondaatje autor, Canadá/Sri Lanka, Mike Leigh escritor e realizador, Reino Unido, Naomi Wallace dramaturga, guionista, poeta, EUA, Noam Chomsky académico, autor, EUA, Nurit Peled académica, Israel, Prabhat Patnaik economista, Índia, Przemyslaw Wielgosz editor-chefe do Le Monde Diplomatique, edição polaca, Polónia, Raja Shehadeh autor e advogado, Palestina, Rashid Khalidi académico, autor, Palestina/EUA, Richard Falk ex-relator especial da ONU para os territórios palestinianos ocupados, US, Rigoberta Menchú Nobel da Paz, Guatemala, Roger Waters músico, Reino Unido, Ronnie Kasrils ex-ministro, África do Sul, Rose Fenton diretor, Free Word Centre, Reino Unido, Sabrina Mahfouz autora, Reino Unido, Saleh Bakri ator, Palestina, Sir Geoffrey Bindman advogado, Reino Unido, Slavoj Zizek autor, Eslovénia, Steven Rose académico, Reino Unido, Tom Leonard escritor, Escócia, Tunde Adebimpe músico, EUA, Victoria Brittain jornalista, Reino Unido, Willie van Peer académico, Alemanha, Zwelinzima Vavi secretário-geral da Cosatu, África do Sul.

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