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Avaliação de professores: Bloco vê aprovada audição de Nuno Crato no Parlamento

O Bloco fez aprovar esta sexta feira, na Comissão Parlamentar de Educação, o requerimento potestativo com caráter de muita urgência para a audição do ministro da Educação sobre a realização da prova de avaliação dos professores contratados, que terá lugar na próxima terça feira. O deputado Luís Fazenda acusou o governo de impor uma prova que é “humilhante e injusta” para os profissionais, e de o fazer “à socapa e por vendeta”.
Foto de Tiago Petinga/Lusa

No documento, o Bloco “condena esta nova tentativa de realização da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, uma prova discriminatória cujo único propósito foi inserir um novo mecanismo de restrição no acesso à profissão”.

“Não sendo credível qualquer tese que não implique uma decisão da tutela bastante anterior à data do anúncio, não só a realização mas também o método de organização desta prova deve ser esclarecido”, lê-se no requerimento potestativo endereçado ao Presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado Luís Fazenda acusou o governo de impor uma prova que é “humilhante e injusta” para os profissionais, e de o fazer “à socapa e por vendeta”.

Segundo o dirigente bloquista, se Nuno Crato considera que é possível fazer um exame que foi marcado com a antecedência de três dias úteis, “também conseguirá vir ao parlamento nesse espaço de tempo, antes da realização da prova, para prestar esclarecimentos ao país”.

Professores mobilizam-se contra a prova

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) entregou esta sexta feira várias providências cautelares contra a realização da prova de professores e convocou "reuniões sindicais" para o dia da prova, que terão início pelas 9h e "vão durar o período necessário".

Segundo esclareceu o secretário geral da Fenprof, Mário Nogueira, as faltas de todos os professores que comparecerem estão "justificadas ao abrigo da lei sindical".

Não se tratando de "uma reunião de avaliação final, os professores que, por qualquer motivo, não vão à escola, podem justificar a falta da forma que quiserem", não necessitando de "um atestado médico", acrescentou ainda o dirigente sindical.

O Sindicato de Professores da Grande Lisboa (SPGL) apelou, entretanto, à mobilização de todos para que participem no plenário a realizar no dia 21 de julho às 17h na sede do SPGL.

O movimento “Boicote & Cerco”, citado pela agência Lusa, admitiu esta sexta feira voltar a invadir escolas para impedir a realização da prova, e apelou aos professores vigilantes para boicotarem o exame.

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